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21 andares sem uso no Centro.
Publicação do portal Diário Gaúcho, 8 de setembro de 2010. - Rio Grande do Sul
Dos 25 andares do edifício da Previdência Social, no Centro da Capital, somente quatro funcionam. Os outros pavimentos estão interditados há quatro anos
Eduardo Rodrigues | eduardo.rodrigues@diariogaucho.com.br
Quem vê de longe o prédio envidraçado e imponente do INSS, na Travessa Mário Cinco Paus, no Centro de Porto Alegre, imagina um exército de servidores trabalhando atrás daquelas paredes e milhares de clientes em busca de atendimento. Certo? Infelizmente, não. O imóvel é a imagem em ferro, cimento e concreto do desperdício do dinheiro público.
Maior posto da Previdência Social no Estado, e quarto maior do Brasil, o edifício está praticamente às moscas. De um total de 25 andares, somente quatro funcionam. Os 21 restantes estão interditados há quatro anos.
Em 2006, a então Delegacia Regional do Trabalho (hoje Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE) suspendeu o atendimento para o público alegando falta de segurança. Além da ausência de itens de proteção contra incêndio nos pavimentos, fiscais constataram grande quantidade de material de alta combustão existente no local.
- Arquivo foi transferido
A Central de Documentação e o Arquivo funcionavam ali. A auditora da SRTE, Luísa Tânia Elesbão, lembra que a quantidade enorme de papéis guardados na agência foi transferida para outro endereço.
- Reforma já tem projeto
Gerente executiva do INSS na Capital, Sinara Aparecida Pastore afirma que existe um projeto em andamento para reforma do prédio. Não há, porém, previsão para a entrega do estudo. Só depois de pronto o projeto, pode ser feita a licitação (processo público de compra de bens e serviços) para início da obra. Quando esta for concluída, os 300 funcionários da unidade administrativa, que hoje funciona no Edifício Cristaleira (esquina da Rua Jerônimo Coelho com a Avenida Borges de Medeiros), voltarão para o prédio interditado.
- Local virou alvo de ladrões
O aspecto de abandono do prédio despertou o interesse de ladrões. Somente neste ano foram registradas três invasões no imóvel. Em uma, um scanner foi furtado. A facilidade de ingresso para os marginais obrigou a direção a reforçar a segurança. Além de aumentar o número de vigilantes, os visitantes passaram a ser identificados. A instalação de grades nos locais danificados pelos ladrões também será providenciada.
DIÁRIO GAÚCHO