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SãO PAULO-Publicação do Jornal Pequeno, 7 de fevereiro de 2010.
Prefeitura garante mais 200 km de vias recuperadas até o final de 2010.
SÃO LUÍS TRAFEGÁVEL
O secretário municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), Cláudio de Carvalho, fez um balanço positivo da operação São Luís Trafegável, a maior já realizada na capital maranhense. Segundo ele, a meta da Prefeitura de São Luís para 2010 é realizar mais de 200 km de recapeamento asfáltico e, no mínimo, 700 mil metros quadrados de tapa-buraco.
"Nós vamos alcançar os interiores dos bairros, indo além das avenidas principais e corredores de ônibus, pois o prefeito João Castelo determinou que asfaltássemos toda a cidade. Para isso, a Prefeitura pretende investir muito mais em pavimentação este ano", revelou Cláudio de Carvalho.
Em 2009, a operação São Luís Trafegável realizou mais de 150 km de revitalização asfáltica (recapeamento) de ruas e avenidas da capital, 700 mil metros quadrados de tapa-buracos e 15 km de novas vias. De acordo com o titular da Semosp, a operação chegou a mais de 50 bairros e este ano serão alcançados os locais que não foram contemplados em 2009. O levantamento realizado pelo órgão aponta um total de três mil quilômetros de vias existentes em toda a malha viária da cidade.
Bairros contemplados - Entre os bairros por onde a São Luís Trafegável já passou, podemos citar Cidade Operária, Cohatrac, Cohab, Anil, Cohama, Cohajap, Cohajoli, Cohafuma, Bequimão, Parque Shalon, Olho d'Água, Calhau, Turu, Divinéia, Sol e Mar, Vila Luizão, Centro, Jardim América, Vinhais, Recanto dos Vinhais, Jardim São Cristóvão I, Cidade Olímpica, Vila Luizão, Jardim Araçagi, Planalto Turu, João Paulo, Parque Vitória, entre outros.
Nos meses de setembro e outubro de 2009, foram recapeados um total de 88 mil m² na Cidade Operária. No Cohatrac, foram feitos, nos meses de outubro e novembro, 78 mil m². "Em apenas 12 meses de administração, nós conseguimos fazer muito por São Luís, apesar de termos consciência de que ainda há muito por realizar", frisou o secretário.
"Precisamos avançar mais em algumas ruas no Turu, no Parque Vitória, executar reparos na via de acesso ao hospital Socorrão II, concluir algumas ruas na Cidade Operária, no Jardim São Cristóvão, São Raimundo, e outras localidades que carecem de reparos", completou.
Segundo ele, a Operação São Luís Trafegável vai ser intensificada em áreas como o Itaqui-Bacanga, (Anjo da Guarda, Vila Embratel) e bairros em que as ações não chegaram com tanta intensidade, como o Angelin, Bequimão, Lira, Belira, Vinhais, Bairro de Fátima, Planalto Vinhais, Vila Palmeira.
Avenida Santos Dumont - Cláudio de Carvalho destacou como uma das grandes obras iniciadas pela Semosp em 2010, a recuperação asfáltica da avenida Santos Dumont. Ele explicou que a revitalização daquela via é uma demanda antiga, uma reivindicação de décadas da população ludovicense. "Sensível às causas populares e prezando pelo bem-estar do povo, o prefeito João Castelo determinou o início das intervenções, visando, o quanto antes, que seja restabelecida a trafegabilidade na área", assinalou o secretário.
A Prefeitura de São Luís intensificou, neste final de semana, as obras de recuperação do pavimento asfáltico da Avenida Santos Dumont. Atendendo a uma determinação do prefeito João Castelo, as intervenções, executadas por equipes da Semosp ocorrem em ritmo bastante acelerado.
Cláudio de Carvalho disse que no local da obra da Santos Dumont continua o processo de retirada da antiga camada de asfalto e a preparação de uma nova base para a aplicação do pavimento asfáltico.
Para resolver o problema de escoamento das águas pluviais na Santos Dumont, a Prefeitura elaborou e encaminhou ao Ministério das Cidades um projeto de drenagem profunda no valor de R$ 10 milhões. Os serviços iniciados na última quarta-feira, 3, irão alcançar os cerca de três quilômetros da avenida.
"Trata-se de uma necessidade antiga e não se pode mais retardar o serviço de manutenção desta avenida. É importante deixar claro que não será feita uma intervenção completa, porque há problemas na rede de esgotos, que ainda não foi concluída pela Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema)", pontuou o titular da Semosp.
Planejamento - Sobre o planejamento traçado pela Semosp para enfrentar o período chuvoso, Cláudio anunciou que estão sendo estudadas medidas, entre as quais a formação de equipes de plantão para cobrir as situações críticas. "Nos meses de possíveis calamidades, entre abril e maio, nós teremos equipes de plantão preparadas para atuar no combate aos buracos provocados pelas chuvas", informou. Até lá, continua a aplicação do micro-revestimento asfáltico como forma de preparar a capital para o tempo invernoso.
Dentre outras ações que serão desenvolvidas durante o período de chuvas, estarão os serviços de drenagem e de saneamento básico, desobstrução de valas e canais e abertura e terraplenagem de novas vias. Cláudio destacou projetos firmados com o Governo Federal, como os quatro projetos de drenagem confirmados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante assinatura de convênios com a Prefeitura de São Luís.
"Os projetos, que já estão em fase de licitação, compreendem ações de canalização e retificação do Canal do rio Gangan (R$ 7,3 milhões); drenagem na área do Mercado Central e Canal do Portinho (R$ 5,9 milhões); pavimentação e drenagem da avenida Cônego Tavares (R$ 1,3 milhões);canalização e drenagem profunda do Canal do Tropical Shopping Center no bairro do Renascença (R$ 2,4 milhões)", pontuou.
Qualidade do asfalto - O titular da Semosp rebateu críticas sobre a qualidade do recapemento asfáltico que vem sendo aplicado nas ruas e avenidas de São Luís. Ele explicou que o micro-revestimento adotado tem em sua composição uma mistura de pó de brita, brita, cimento asfáltico de petróleo e um polímero que promove o rejuvenescimento e a impermeabilização do asfalto. As técnicas corrigem problemas e garantem a melhor fixação da nova camada de pavimentação.
"Essa composição pré-misturada a frio aplica-se no asfalto antigo, que está trincado, ressecado, sofrendo infiltrações. Nessa tecnologia utilizada para promover o rejuvenescimento dos pavimentos existentes, não é importante só colocar a capa de asfalto, já que existe uma sub-base e base no solo. Se uma dessas etapas falhar, a base fica sem resistência e, desse modo, haverá o surgimento de buracos", explicou.
De acordo com Cláudio Carvalho, a preparação da base envolve a retirada da camada frágil, a colocação da piçarra graduada (estudada na suas especificidades granulométricas), o espalhamento e depois a compactação até atingir um nível de 20 a 30 cm. Por fim, é feita a imprimação com o asfalto diluído (breu) para promover aderência da capa asfáltica. |