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PARANá-Publicação do portal Gazeta do Povo, 6 de fevereiro de 2010.
Couto será pioneiro em plano de monitoramento.
Distúrbios no desfecho do Brasileiro determinam a escolha da casa coxa-branca para receber os primeiros investimentos do Torcida Legal
Publicado em 06/02/2010 | Ana Luzia Mikos
O Couto Pereira será o primeiro estádio do país equipado pelo Projeto Torcida Legal. O pior episódio de violência e vandalismo do estado, ocorrido em dezembro, contribuiu para o reduto alviverde ser escolhido pelo Ministério do Esporte. O anúncio foi feito ontem, em Curitiba, cidade pioneira com a implementação das medidas também na Arena da Baixada e na Vila Capanema.
No total, 34 estádios no país e 40 clubes serão beneficiados. O número depende da adesão de cada agremiação. Ao invés de investimento, o Ministério cederá em comodato os equipamentos para identificação dos torcedores.
O projeto está em fase de licitação e não há um prazo para o início da implantação e nem a especificação do sistema que será usado – se identificação pela íris, face, palma da mão ou digital, a mais usual. O objetivo é de que em dois anos a instalação esteja concluída em todo o país.
O prazo conflita com a Lei Municipal 13.410/2010, sobre o mesmo tema, e cuja vigência começaria em abril. “Não consigo cumprir esse prazo. Nós vamos conversar com os vereadores especificamente sobre a lei local para chegarmos a um entendimento”, explicou o responsável pelo Torcida Legal, Helvécio de Araújo.
A iniciativa da câmara, contudo, foi determinante para a escolha da cidade. “O ministro Orlando Silva pediu que o projeto começasse por Curitiba por causa de toda a repercussão nacional e internacional dos incidentes ocorridos no Couto Pereira e por causa da aprovação de uma lei pioneira de cadastramento de torcedores”, explicou o assessor especial do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde.
Os equipamentos de monitoração atenderão à demanda de cada estádio. A estimativa é de que os custos fiquem entre R$ 1 milhão a R$ 3 milhões em cada praça esportiva. O investimento total deve chegar a R$ 80 milhões.
“Apesar de sermos a favor da medida, em um primeiro momento tememos pela oneração que causaria ao clube. Desta forma, será excepcional para todos os torcedores”, afirmou o presidente do Paraná, Aquilino Romani.
O presidente do Coritiba, Jair Cirino, que participou das reuniões para elaboração do projeto, comemorou a escolha do Couto Pereira. “Essa é uma resposta ao esforço do Coritiba para promover a segurança. Quando toda aquela situação aconteceu, nós enviamos um ofício fazendo a solicitação para que o projeto começasse por aqui”, disse.
Por causa dos incidentes ocorridos no jogo que decretou o rebaixamento alviverde, o Couto Pereira foi interditado. Punido com a perda de 30 mandoS de campo, o clube terá seu recurso julgado entre o fim deste mês e o início de março pelo Tribunal Pleno da Justiça Desportiva. O clube torce por uma pena menor, para, assim, evitar o risco de receber e não poder contar com o novo benefício. |