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SãO PAULO-Publicação do portal Bom Dia, 7 de fevereiro de 2010.
Prefeitura de Itatiba vai desativar Aterro Sanitário.
Secretaria de Obras contrata empresa para elaborar projeto de recuperação
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Rogério Scavone
Agência BOM DIA
O secretário de Obras e Meio Ambiente de Itatiba, engenheiro Otto José Junqueira Cintra de Jesus, confirmou ao BOM DIA que a prefeitura pretende desativar totalmente o Aterro Sanitário Municipal no bairro da Serrinha.
“Estamos contatando empresas capacitadas para apresentação de um projeto para obter o ‘Termo de Encerramento’ do aterro junto à Cetesb (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Assim que tivermos uma estimativa do custo vamos providenciar a abertura da licitação, para contratação deste trabalho”, explicou.
O Aterro Sanitário de Itatiba sofreu um desmoronamento e um vazamento de material provocado pelas fortes chuvas do fim do mês de novembro. A Cetesb proibiu que o lixo da cidade continuasse a ser depositado no local. A alternativa encontrada foi transportar todo o lixo produzido na cidade para o aterro Estre Ambiental, no município de Paulínia, que já recebe o lixo de outras cidades da região.
A prefeitura justificou a desativação do Aterro Municipal, alegando que o local tem uma vida útil curta e, por isso, o investimento necessário para recuperação seria inviável.
Segundo o gerente regional da Cetesb Campinas, Alberto Degrecci Neto, mesmo que a área não volte a ser utilizada, a prefeitura precisa realizar o encerramento do aterro. “O município precisa apresentar um plano de recuperação da área, levando em consideração aspectos como o uso do local no futuro”, explicou. Todo o processo é acompanhado por técnicos da Cetesb.
Degrecci disse que a prefeitura é obrigada a realizar obras emergencias no aterro, mas entende que os reparos não puderam ser feitos até agora em função das constantes chuvas na região desde dezembro.
“Essas medidas devem minimizar o impacto de novas chuvas”, disse. “Com a provável estiagem que se anuncia, vamos contatar a prefeitura para que essas obras sejam feitas.”
Reciclagem depende de adequação
Em relação a área do aterro que vinha sendo utilizada para coleta seletiva – que ocasionou, inclusive, uma multa ao município – o gerente regional da Cetesb (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) Campinas, Alberto Degrecci Neto, explicou que a coleta pode continuar a ser feita, desde que o trabalho se resuma a isso.
“Separar o material reciclável do lixo comum dentro do aterro é perfeitamente legal”, disse. “O que não pode acontecer é um processo produtivo, como por exemplo, picar e lavar o material coletado, porque isso faz parte do processo de reciclagem, que é um procedimento que exige licitação,”
O secretário de Obras e Meio Ambiente de Itatiba, engenheiro Otto José Junqueira Cintra de Jesus Otto disse que a Prefeitura de Itatiba também estuda a transferência das atividades da Coopertiba (Cooperativa de Catadores de Material Reciclado de Itatiba) para um outro local ou a adequação do espaço físico e das atividades da cooperativa de acordo com a exigências da Cetesb. |