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SãO PAULO-Publicação do Jornal de Piracicaba de 04 de agosto 2005
Projeto do teleférico prevê concessão por 20 anos
Plano apresentado ontem mensura em R$ 950 mil o custo do equipamento; serviço terá lucro de R$ 27 mil mês
A Prefeitura de Piracicaba recebeu ontem o projeto de construção e implantação de um teleférico ligando as duas margens do rio Piracicaba. Pela proposta, o equipamento custará R$ 950 mil e sua instalação será bancada pela iniciativa privada, que vai utilizar o teleférico por 20 anos, por meio de uma concessão.
A empresa que fez o projeto estima que 4.800 pessoas por mês utilizem o equipamento e que a exploração do serviço deve gerar um lucro líquido de R$ 27,5 mil por mês. A prefeitura vai receber R$ 7.000 de aluguel a partir do quinto ano de concessão. Ao final dos 20 anos, o teleférico passa a ser propriedade do município.
O projeto foi elaborado pelas empresas Sky Walker e Metalumínio e custou R$ 5.000, valor pago com verba do Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba). O estudo indica que o equipamento a ser instalado ligará o Parque do Mirante a um ponto um pouco acima do Museu da Água. Os cabos conectores terão 278 metros de extensão, fazendo um trajeto de 3,9 metros de ida e a mesma distância de volta. Haverá estações de embarque dos dois lados e o ingresso deve custar R$ 8.
Serão 22 assentos com capacidade para duas pessoas cada. Para sustentar a estrutura serão construídas duas pilastras dentro do rio, com um metro quadrado de área. Segundo o secretário de Turismo José Pedro Leite da Silva, com o projeto técnico em mãos ele vai começar o licenciamento ambiental da obra. "Não vamos cortar árvores e a intervenção no meio ambiente será mínima", disse.
O equipamento tem controle de velocidade para facilitar o acesso de crianças, idosos e deficientes e um dispositivo de segurança que evita o descarrilamento do cabo. As cadeiras possuem travas laterais e dianteiras. O prazo de construção e de implantação dado pela Metalumínio é de seis meses.
A capacidade do teleférico é de transportar 6.800 pessoas por dia, mas a empresa estima que serão 4.800 usuários mês.
Com base neste fluxo de passageiros, Paulo Edson Dias, um dos elaboradores do projeto, estima que a empresa que for explorar o teleférico terá uma renda estimada de R$ 38,4 mil e um lucro líquido de R$ 27,5 mil por mês após desconto de gastos com mão-de-obra, impostos e manutenção.
"Este cálculo é bem conservador, já que estima um nível de ocupação de 2,3 % do potencial do equipamento, o lucro real deve ser bem maior", disse Dias.
Ele afirmou que em menos de três anos o investidor recupera o dinheiro gasto com a implantação do equipamento e começa a ter lucro. "Com 815 passageiros por dia já paga o funcionamento do teleférico."
AUTORIZAÇÃO –– A concessão para a construção do teleférico depende de um projeto de lei para que a Câmara de Vereadores autorize o negócio. "O projeto já está pronto e deve ser encaminhado para a Câmara ainda nesta semana", disse José Pedro.
Depois de o projeto de lei ser aprovado pelos vereadores, a Secretaria de Turismo vai abrir uma licitação para empresas interessadas. "Vou promover um encontro com investidores em potencial da região e apresentar o projeto", disse o secretário. |