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Diário do Comércio de 19/04/2007
AS BRASILEIRAS ESTÃO ENTRE
AS QUE MAIS ABREM NEGÓCIOS NO MUNDO. SETOR DE SERVIÇOS
É DESTAQUE.
Vanessa Rosal
PAÍS
DAS EMPRESÁRIAS
Burocracia excessiva, falta de apoio financeiro
e políticas governamentais são alguns dos
principais fatores de inibição e estímulo
da atividade empreendedora no Brasil, que ocupa o décimo
lugar no ranking do Global Entepreneurship Monitor (GEM).
Anunciada oficialmente ontem, na sede do Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae-SP), a pesquisa avaliou 42 países. "Infelizmente,
o empreendedorismo brasileiro é caracterizado por
conveniência e necessidade, ao contrário dos
países de renda alta, que empreendem por oportunidade",
disse o presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamoto.
O dado de maior destaque das pesquisas
é o fato de as mulheres brasileiras serem consideradas
entre as mais dispostas a abrir um negócio. O empreendedorismo
feminino no País é o décimo mais atuante
no mundo, com taxa de 9,61%, o que representa cerca de 5,5
milhões de mulheres empreendedoras. "Esse crescimento
ocorre pelo aumento da participação do setor
de comércio e serviços no total do Produto
Interno Bruto (PIB) do País, setor em que as mulheres
respondem por dois terços dos novos negócios",
explicou o diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz
Carlos Barbosa.
É o caso da empresária Sonia
Lúcia Moura, dona da ConLicitação
empresa de serviços que fornece informações
aos clientes sobre negócios públicos, facilitando
o acesso às oportunidades de negócios disponíveis.
"Quando eu abri a empresa,
há sete anos, tive dificuldades para obter recursos
financeiros. A solução foi ter várias
contas em bancos diferentes para usar o cheque especial.
Fiquei negativa em todos eles durante um bom tempo",
disse.
Atualmente, a empresa possui 5,7 mil clientes,
contra 4,5 mil no mesmo período do ano passado. Apesar
de não revelar valores, Sonia Lúcia disse
que o investimento em tecnologia e treinamento de funcionários
é alto. "Para este
ano, estou calculando investir 20% mais. Fazer investimento
nestas áreas é o mesmo que economizar",
diz ela.
No empreendedorismo feminino estão
à frente do Brasil o Peru (39,27%), Filipinas (22,45),
Indonésia (18,73%), Jamaica (18,14%), Colômbia
(17,30%), Tailândia (14,18%), China (13,79%), Malásia
(11,13%) e Austrália (9,87%).
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