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Com nova legislação,
empresas de pequeno porte tem preferência nos pocessos
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Aprovação da Lei Geral
da Micro e Pequena Empresa (MPE) tende a amplicar as possibilidades
de os empresários de menor porte fornecedores produtos
ou serviços aos governos, nas esferas federal,
estadual e municipal. É um mercado e tanto, mas
é preciso se preparar para ganhar
dinheiro com ele afirmam os especialistas. Entre janeiro
e julho deste ano houve 315.078 licitações
em todo o País, segundo o Consórcio Nacional
de Licitação
(ConLicitação), especializado em
recolher essas informações e retransmití-las
para mais de 6 mil assinantes do serviço. E o número
pode ser maior, já que existem outras empresas
atuando ao mesmo ramo.
As três esferas do governo reúnem milhas
de possibilidades para as MPE´s. Só prefeituras
são mais de 5,5 mil. E ainda há a União,
estados, empresas estatais e autarquias. "Todos os
órgãos públicos são obrigados
e fazer licitação", lembra o criador
da Marketing Consultoria, Nilton César dos Santos,
que explora esse potencial há 20 anos. Ele percebeu
a demanda das empresas por informações quando
ainda atuava como empregado de grande corporações.
"Empresas de todo os portes têm necessidade
de conhecer mais sobre o assunto, afirma.
Complexidade - Um dos equívocos das empresas, opina,
é direcionar esses processos ao departamento comercial,
pelo fato da a licitação redundarem vendas.
"As licitações exigem conhecimento
de legislação. O vendedor tem outras preocupações,
esquece de ler as muitas páginas de um edital (documento
com as regras da licitação), concentrando-se
apenas no que poderá vender. E só vai pensar
na documentação na última hora",
diz.
Muitas vezes, exemplifica, a legalidade
de um edital é passível de questionamento,
e a empresa não percebe. "Quem trabalha com
licitação deve ter um departamento comercial-jurídico.
"Há caso, como os de alguns grandes clientes
de Santos, em que as empresas terceirizam totalmente o
serviço.
Existe, no entanto, a possibilidade de a empresa buscar
ajuda pontual. Ele atende cerca de 40 casos desses por
mês. O importante, ressalta, não é
improvisar. Uma consultoria pontual custa, em média,
de R$1,5 mil a R$2 mil, conforme a licitação.
Grandes contratos têm custos mensais entre R$5 mil
e R$6 mil.
A complexidade do assunto não impossibilita a participação
das MPE´s nesses processos. O importante é
se preparar. Algumas das recomendações dependem
exclusivamente da empresa e são exigidas em todas
as modalidades de licitação, definidas na
lei 8666/93, conforme convite, tomada de preço,
concorrência e "dispensa de licitação".
Uma modalidade mais nova, o pregão, presencial
ou pela internet, pode ser conferida na Lei 10.520/2002.
Orientações - Uma das exigências
é contratar empresa legalmente constituída
no Brasil. Além disso é preciso ter condições
de provar que ela está habilitada técnica
e operacionalmente para cumprir o objeto da licitação
- demonstração possível com atestados
dos clientes. A demonstração da capacidade
financeira é outra das condições.
"O governo confere isso analisarmos as certidões
de falência e concordatas e por meio dos balanços
e demonstrações contábeis",
explica Santos. O balanço, ressalta, é solicitado
em 99% das licitações e tem de ser transcrito
no livro-diário.
Entre os pontos analisados, a regularidade jurídico-fiscal
(débitos com o INSS e FGTS, entre outros) representa,
segundo Santos, 60% dos problemas. "O débito
fiscal, às vezes, é uma questão de
interpretação.
E preciso estudar cada caso", afirma o consultor.
Os avisos de abertura de licitação
são publicados obrigatoriamente no Diário
Oficial e em jornais de grande circulação,
exceto na modalidade convite, a mais simples delas, cuja
publicidade obrigatória pode ser suprida por veiculação
em um quadro de aviso, detalha o consultor. Há
prazos
distintos, conforme a licitação, entre a
publicação e a entrega das propostas, que,
em geral, é feita em dois envelopes, um com a documentação
e outro com as proposta de preços.
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Serviços Online facilita negócios
Serviços como o oferecido pela
ConLicitação podem ser uma opção
para aqueles que planejam prospectar clientes no governo.
Os assinantes recebem três e-mails diários
(ou conferem as informações no site) com
opções de informação por ramo
de atividade ou abrangência territorial. O cliente
recebe o aviso de licitação, o arquivo do
respectivo edital e o resultado do processo, além
de chamadas para leilões (quando o governo quer
vender) e o respectivo resultado. A assinatura anual custa
R$715,00 à
(vista ou em cinco prestações de R$154,
com descontos para pagamentos em dia); e a semestral,
R$430 (ou três de R$150), diz a criadora da empresa,
Sônia Lúcia Pereira de Moura.
Assinatura, segundo Sônia, dá direito a uma
serviço básico de consultoria jurídica.
"Não é
uma assessoria. É só para tirar dúvidas,
nas base de perguntas e respostas que são enviadas
ao conjunto de assinantes", afirma. As principais
dúvidas estão relacionadas à documentação
exigida pelos editais e às questões tributárias.
Os serviços complementares da empresa incluem uma
revista eletrônica de notícias, espaço
para uma bolsa de empregos e acesso aos certa de 40 orgãos
públicos que permitem obtenção de
certidões negativas online, entro outros serviços
e parcerias (para cursos, seminários e consultoria)
com direito a desconto.
Internet - Sônia lembra que as
licitações sempre estiveram abertas à
participação das micros e pequenas empresas.
A aprovação da Lei Geral acrescenta preferência
aos empreendimentos desse porte, mas ainda faltam regulamentações,
ressalta.
Independentemente disso, ela destaca
que as oportunidades já aumentaram, com a possibilidade
de compras eletrônicas, "um
facilitador para o pequeno empresário. "Há
três grandes portais do governo. Lembra
referindo-se ao comprasnet.gov, do Ministério do
Planejamento; ao licitações-e.com.br, do
Banco do Brasil; e ao ccf.gov.br, da Caixa Econômica
Federal), que publicam licitações de prefeituras.
Vários governos estaduais, também oferecem
essa possibilidade. Em São Paulo, o bec.sp.gov.br
realizou, segundo dados do ConLicitação,
25.011 licitações entre janeiro e julho
deste ano. Há até cidades com portais exclusivos
para compras eletrônicas. É o caso de Jundiaí(SP),
com 2.047
licitações no mesmo período. "Isso
abre portas para todas as pequenas empresas. Na modalidade
'dispensa de licitação', elas podem fornecer
um pequeno contrato e se inserir no mundo da licitação",
afirma.(FL)