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Diário de São Paulo de 01/04/2007
Pequenas apostam na venda de produtos
e serviços para as grandes empresas
Bom resultado exige cautela com
os custos
Empresas destacam que vender para grandes ajuda a evoluir
no mercado, mas margem de ganho é apertada
Atendendo companhias de peso em setores
como laboratórios farmacêuticos, construtoras,
montadores e outras, a ConLicitação
é exemplo de pequena empresa que achou o caminho
para cativar clientes. "Nosso
serviço é uma espécie de clipping eletrônico,
no qual oferecemos informações com as oportunidades
de particapação em licitações
em diversas áreas de atividade em todo o país.
Também temos parceria para oferecer assessoria técnica
e jurídica nessa área aos nossos clientes.
muitos deles empresas de grande porte", conta
a dona da ConLicitação, Sônia Lúcia
Moura.
Informação direcionada
Ela explica que faz um serviço terceirizado que interessa
a empreendimentos de pequeno, médio ou grande porte.
"Nós selecionamos
e direcionamos ao cliente uma informação que
ele teria dificuldade em processar, captando dados de 81
Diários Oficiais e de 138 jornais de grande circulação.
Para fazer isso sozinho, o cliente teria custos bem maiores,
e estaria se desviando de seu foco principal de atividade",
completa.
A empresária diz que pelo menos a metade da receita
do seu negócio vem dos contratos com grandes companhias.
"Para conquistar e manter fiéis essas empresas,
precisamos investir constantemente em pessoal treinado e
em infra-estrutura que, em nosso caso, é a de tecnologia
da informação. Os dados têm de ser captados
rapidamente, em todo o território nacional, e repassados
com exatidão e rapidez".
Expansão e planejamento
A empresa, que começou com 11 empregados e hoje está
com 65, não teria conseguido sucesso, segundo Sônia,
se desde o início não tivesse se planejado
para poder atender grandes companhias.
"Nesse segmento, você não consegue o cliente
se não inspirar confiança, o que exige ter
toda sua operação e funcionários regularizados,
excelência no atendimento e preços competitivos",
argumenta.
"O resultado
é muito bom. Temos contratos que nos garantem receita
mais estável. E nos colocam numa vitirine, que atrai
mais compradores para nosso serviço", diz Sônia.
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