|
Diário de São Paulo de 15/10/2006
Empresas do setor
de serviços, como a Aresta Visual e a ConLicitação,
bancam parte dos gastos com convênio médico
dos seus colaboradores e investem em refeitórios
com direito a alimentação gratuita.
Com 24 funcionários e 11 anos
de mercado, empresa de sinalização de eventos
Aresta Visual é um exemplo de pequeno empreendimento
que valoriza a política de benefícios aos
empregados. A sócia, Sirlene Marcelino Rocha, de
37 anos, conta que um dos primeiros passos nessa direção
foi montar, há seis anos, um refeitório na
sede, que fica na Freguesia do Ó, Zona Norte da Capital.
"Nossa equipe muitas vezes tabalhava à noite,
para dar conta dos contratos de feiras e eventos, às
vezes faltava tempo para o pessoal almoçar ou jantar.
Com o refeitório, passamos todos a ter uma alimentação
caseira, de qualidade. Quem chega mais cedo tem o café
da manhã e com desconto apenas simbólico,
de R$1, no holerite", conta Sirlene.
A empresa dá ainda o vale transporte, exigido por
lei, uma cesta básica, convênio médico
e convênio farmácia. No convênio médico,
a empresa banca de 30% a 70% do valor da mensalidade - quanto
menor o salário, maior o percentual coberto pelo
empregador: "Não é um custo baixo para
nós, mas sem dúvida vale a pena. Os funcionários
ficaram mais satisfeitos, o número de faltas por
doença caiu sensivelmente".
No caso da farmácia, a empresa fez parceria com uma
rede drogarias, garantindo um cartão em que o funcionário
tem 30 dias para pagar. Os empregados reconhecem o valor
dos benefícios e isso se reflete em maior produtividade.
Telemarketing
Com 61 empregados, a dona da ConLicitação
- empresa paulistana especializada em divulgar licitações
- Sônia Moura, não tem dúvidas que uma
boa política de comunicação e de benefícios
a seus funcionários é o grande diferencial
da empresa, que tem muita gente atuando em telemarketing.
Entre os principais benefícios,
ela destaca festas feitas para sua equipe em datas especiais,
como Natal ou Dia da Criança, em que a empresa banca
tudo, inclusive os presentes para a criançada, e
um refeitório dentro da empresa que garante, sem
descontos no holerite, as principais refeições
do dia, que são da manhã, almoço e
lanche à tarde, com direito a frutas, além
de cardápio balanceado e variado.
"Poderíamos dar
tíquete, mas achamos que o restaurante tem sido mais
interessante para o funcionário", diz
Sônia.
A empresa também gasta mais de R$ 8 mil por mês
em um plano de saúde para os empregados, que pagam
apenas um pequeno percentual no atendimento em consultas
médicas. "Chegamos
a ter dificuldades, porque abrimos o plano para agregados,
como Pais dos funcionários, e isso aumentou os custos,
já que são pessoas mais velhas. Mesmos assim,
nunca pensamos em desistir, porque é algo que a equipe
valoriza muito. Para nós, o importante é ter
uma equipe de qualidade, satisfeita e motivada",
diz a empresária.
|