O vice-presidente do Sinduscon, Luiz Antonio
Messias, informou há pouco que as Parcerias Público-Privadas
(PPPs) são soluções boas para incrementar
os investimentos. "Mas não é uma panecéia
porque não vai resolver tudo. No Reino Unido, por exemplo,
que foi um sucesso, em 10 anos foram investidos R$ 190 bilhões.
Como o PIB do Reino Unido é quatro vezes o PIB do BRasil,
aqui seriam R$ 50 bilhões em 10 anos, equivalendo a
R$ 5 bilhões por ano", disse.
Conforme o executivo, issó é mínimo uma
vez que a Prefeitura de São Paulo deve estar investindo
este ano R$ 1,7 bilhões. Isso é pouco e com
todo o sucesso que pode representar não é uma
panacéia".
Para Messias o que se questiona e preocupa é a obra
pública pura e simples. Feita e entregue e paga em
30 anos. "Essa obra não é passível
de PPP e para isso existe uma lei de licitações
abrangente. O que não queremos é tirar da lei
a possibilidade de se licitar qualquer obra. Não há
condições de licitar uma fonte luminosa em algum
município com pagamento parcelado em cinco anos. Não
é uma PPP. Isso é uma obra pública licitada
com prazo de pagamento".
Segundo Messias, uma obra pura e simples já tem seus
critérios de licitação. Não tem
de cair dentro do PPP.
Messias participa hoje, em São Paulo de debate Nacional
sobre Parceria-Publico Privada, na Câmara Americana
de Comércio de São Paulo (Amcham-SP).
(Silvana Orsini - InvestNews)