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Publicação do Sinduscon-SP
de 18 de abril de 2006
Construção apresenta
uma proposta habitacional a Kassab
Proposta de um novo programa para combater o déficit
habitacional no município de São Paulo foi
apresentada em 13 de abril ao prefeito Gilberto Kassab pelos
presidentes da Apeop, Arlindo Moura; da CBIC, Paulo Simão;
do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, e pelo vice-presidente
do Secovi-SP, Lair Krahenbühl.
As entidades propuseram, a curto prazo, a promoção
intensiva de licitações para a construção
de conjuntos habitacionais, na modalidade Empreitada Integral.
Por ela, a iniciativa privada se responsabiliza desde a
prospecção e a legalização de
terrenos até a construção e a entrega
das unidades habitacionais registradas em cartório.
Para as entidades, a sistemática é a que
melhor atende um problema habitacional com a dimensão
da existente em São Paulo. Além de desonerar
a prefeitura, agiliza a elaboração de projetos,
otimiza soluções técnicas e incorpora
novas tecnologias, o que acelera a execução
dos empreendimentos.
Parcerias – Já para viabilizar a produção
habitacional em grande volume no médio prazo, as
entidades sugeriram a formação de Parcerias
Público-Privadas (PPPs). A gestão de toda
a produção habitacional ficaria com os parceiros
privados. O Município, junto com a iniciativa privada,
buscaria recursos nas instituições financeiras
ou no BNDES e poderia utilizar o Banco Nossa Caixa como
agente financeiro. Um fundo garantidor ou uma companhia
municipal de ativos financeiros seriam criados com o objetivo
de garantir os recebíveis e manter a segurança
jurídica dos contratos. A prefeitura também
faria aportes financeiros para subsidiar o valor das prestações
dos mutuários.
Para detalhar a implementação das contratações
via Empreitada Integral e das Parcerias Público-Privadas,
decidiu-se constituir um grupo de trabalho com representantes
das entidades, da prefeitura, do governo estadual e da Caixa
Econômica Federal.
Na justificativa, as entidades argumentaram que um amplo
programa habitacional elevará a atividade de toda
a cadeia produtiva da indústria da construção.
Deverá gerar empregos diretos, reduzir gastos com
a saúde pública, diminuir a violência
urbana, contribuir para a preservação do meio
ambiente e elevar a arrecadação.
Déficit paulista – Segundo dados da Secretaria
Municipal de Habitação, São Paulo,
a cidade mais desenvolvida do Brasil, também é
a que tem o maior déficit habitacional. Há
1,8 milhão de pessoas em loteamentos irregulares,
1,2 milhão em favelas e 600 mil em cortiços.
Para enfrentar o problema, o órgão estima
ser necessário construir 850 mil novas moradias na
cidade.
Em São Paulo, a administração municipal
conta com poucos terrenos para a construção
de grandes conjuntos habitacionais e não dispõe
do vasto montante de recursos necessários para investir
em habitação. De seu lado, a grande maioria
das famílias necessitadas é extremamente carente
e somente terá acesso a uma moradia digna se ela
for fortemente subsidiada. Desta forma, somente um novo
programa habitacional viabilizaria a construção
de centenas de milhares de unidades habitacionais, concluíram
as entidades.
Fonte : - Construmail 1258
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