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Publicação do Sinduscon de 15 de Abril de 2004

SindusCon-SP faz novo alerta sobre risco de corrupção na PPP

O SindusCon-SP voltou a distribuir aos senadores, em 14 de abril, manifestação em favor de uma série de aperfeiçoamentos no projeto de lei que institui a PPP (Parceria Público-Privada).

No documento, entregue em Brasília pelo gerente jurídico da entidade, Renato Romano Filho, o sindicato aponta seis riscos para a sociedade e os investidores, caso o projeto seja aprovado em sua redação atual, dada pela Câmara dos Deputados:

1. Qualquer obra pública poderá fugir da Lei de Licitações

2. Projeto permite excluir empresas aptas das concorrências

3. Subjetivismo no julgamento possibilitará dirigir concorrências

4. Proposta enseja criação de uma "indústria de projetos"

5. Projeto anula Leis de Licitações e de Concessões

6. Há o risco de a PPP fugir ao controle orçamentário

Em visita ontem ao SindusCon-SP, o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) reconheceu que, apesar dos esforços da oposição em modificá-lo, o projeto de lei da PPP aprovado pela Câmara dos Deputados "atropelou a Lei de Licitações". Segundo ele, o texto possibilita "conluios" entre administradores públicos e grandes empreiteiras, excluindo as médias e pequenas construtoras das futuras PPPs.

Destaque na imprensa - No dia 9 de abril, reportagem sobre as preocupações do SindusCon-SP foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, na capa do Caderno de Economia, com chamada na Primeira Página.

Segundo o presidente do SindusCon-SP, Artur Quaresma Filho, a Parceria Público-Privada será positiva para o Estado realizar obras e prestar serviços públicos para os quais hoje não tem recursos. "Entretanto, é preciso mudar a redação de alguns itens do projeto de lei, a fim de evitar a corrupção e o dirigismo", alerta.

Quaresma também manifestou a preocupação de que o governo tente reintroduzir o dispositivo que havia sido derrubado na Câmara dos Deputados dando precedência aos pagamentos das PPPs sobre os demais compromissos da administração pública.

O presidente do SindusCon-SP mostrou-se ainda preocupado com a ausência, no projeto de lei, de limites para as garantias que poderão ser exigidas do governo aos parceiros privados. "Esta omissão no projeto poderá levar os administradores públicos a exigirem garantias financeiras tão elevadas que somente possam ser atendidas pelas empresas de maior poder aquisitivo."Fonte : - Construmail 1071

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