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Publicação do Sinduscon-SP
de 29 de junho de 2007
Governo retira urgência do projeto
que pretende mudar a Lei de Licitações
O presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti,
enviou carta aos senadores em 6 de junho, solicitando uma
audiência pública, para que a construção
civil possa expor suas propostas de aperfeiçoamento
à Lei 8.666 (Lei de Licitações e Contratos).
Na correspondência, o presidente do sindicato recorda
que a matéria tramita no Senado, tendo a Comissão
de Constituição e Justiça aprovado
relatório que está deixando de considerar
as propostas apresentadas pelo SindusCon-SP, em carta anterior
enviada aos senadores.
O sindicato havia proposto quatro mudanças no projeto
de lei originário da Câmara dos Deputados:
• proibir a realização de pregões
nas licitações para a execução
de obras e serviços de engenharia, por estes não
serem bens comuns;
• nestas licitações, não inverter
as fases do processo. Realizar primeiro a fase habilitatória,
quando se verificam quais empresas atendem às exigências
do edital, e depois a classificatória, quando se
abrem as propostas com os preços ofertados, como
preconiza corretamente a lei;
• retirar o efeito suspensivo dos recursos, ou seja,
manter o que a lei determina: a concorrência só
prossegue quando o recurso apresentado for analisado;
• manter os prazos para apresentação
de recursos, que haviam sido reduzidos a insuficientes dois
dias.
Efeito Gautama – Destas propostas, apenas a última
foi atendida no substitutivo aprovado na Comissão
de Constituição e Justiça. "Sentimos
também termos sido vítimas do Efeito Gautama,
ou seja, nossas propostas chegaram ao Senado ao mesmo tempo
em que se divulgavam os primeiros resultados da Operação
Navalha da Polícia Federal. Criou-se um clima emocional
desfavorável ao debate aprofundado do que poderia
ser aperfeiçoado na Lei 8.666. Aliás, recorde-se
que, em 1993, ano da aprovação daquela lei,
também havia um clima emocional desfavorável,
e que acabou resultando numa legislação que,
embora contivesse avanços, trouxe novas imperfeições",
escreveu o presidente do SindusCon-SP aos senadores.
"Concordamos com a necessidade de agilizar as licitações
públicas, mas não podemos permitir que o pretexto
seja utilizado para dar margem à prática de
novas irregularidades que enfraqueçam a concorrência
neste mercado e prejudiquem o setor e o próprio governo",
acrescentou.
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