Página Inicial  
Home Cadastre-se Contato mapa do site
ConLicitação Serviços O que é licitação Administração Pública Parceiros Convênios Eventos Na mídia
  Busca no Portal

Publicação do Informe APEOP de 9 de novembro de 2006

A relevância da infra-estrutura para o governo e a iniciativa privada


Independentemente da avaliação que se faça sobre a recente disputa presidencial, um resultado importante e positivo foi o amplo reconhecimento que ela propiciou da relevância de respostas às carências de investimentos em infra-estrutura, da premência de remoção dos gargalos que tais carências têm representado para que o país possa avançar no rumo de um novo e consistente patamar de desenvolvimento econômico e social. Eis algumas manifestações desse reconhecimento, no plano do poder público: a mobilização, pelo presidente Lula, da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, e de outros membros do primeiro escalão do governo, a fim de selecionarem com a máxima urgência um conjunto de medidas que garantam o início, o destravamento, a retomada ou a ativação de projetos e obras em diversas áreas, sobretudo das ligadas à malha rodoviária e ao campo hidrelétrico; Aécio Neves, de Minas, na agenda para um encontro, que prepara, de governadores eleitos com as principais autoridades dos próximos poderes Executivo e Legislativo, incluiu a reivindicação de repasse aos estados de parcela dos recursos da Cide; o governador eleito de São Paulo, José Serra, foi a Washington para obter novos financiamentos de agências internacionais para a expansão do Metrô paulistano.

Na outra ponta da mesa, é grande a movimentação de vários segmentos do empresariado para que o referido reconhecimento consensual se traduza em ações concretas – e urgentes sob a forma de medidas prioritárias nos primeiros meses das novas administrações – do segundo mandato do presidente Lula e dos governadores, bem como para ativação simultânea das duas casas do próximo Congresso, por meio de deliberações essenciais a novos investimentos em infra-estrutura, como – entre várias – a de aprovação final do novo Marco Regulatório do Saneamento. A viabilização desses investimentos insere-se na proposta da CNI de um entendimento político-partidário que junte o Palácio do Planalto e o Congresso em torno de uma pauta de reformas (com destaque para a previdenciaria e a do Trabalho) e de medidas decisivas para o crescimento. A ABDIB – Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base lançou um documento cobrando do presidente reeleito, nos 100 primeiros dias da nova administração, e do próximo Congresso, 15 ações precisas, entre as quais medidas para a autonomia institucional e financeira das agências reguladoras de serviços públicos. Por seu turno, a presidência da CBIC e sua área de Obras Públicas, preparam um elenco de demandas prioritárias ao governo (para serem tratadas em reunião, que está sendo articulada, com os ministros Paulo Bernardo e Dilma Rousseff) e ao Congresso. Essas demandas fazem parte da proposta para o desenvolvimento do país, que o conjunto do setor (reunido na União Nacional da Construção) apresentou aos principais candidatos à presidência da Re pela
Fundação Getúlio Vargas.

Ambiente favorável a investimentos – Ao longo de entrevista no Jornal da Band News, de 31 de outubro último, o presidente da APEOP e vicepresidente da CBIC, Arlindo Moura, o vicepresidente do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, e o diretor-executivo da Abdib, Ralph Terra, destacaram a importância da criação de um ambiente (institucional e político) favorável à atração de investimentos privados, como fator importante para o enfrentamento dos gargalos da infra-estrutura.

Para Arlindo Moura, além da falta desse ambiente, persiste a grave distorção do contingenciamento ou desvio de recursos destinados a investimentos em infra-estrutura e outras áreas da construção nos orçamentos federal e dos estados. “Para que
possamos avançar – afirmou – é preciso que se elimine tal distorção e aos recursos públicos orçados e efetivamente aplicados se somem os financiamentos privados sob as formas de PPPs e concessões. Pois são precisos cerca de R$ 85 bilhões de investimentos públicos e privados, por ano, para que se superem os gargalos e enormes carências da infra-estrutura e do conjunto da construção”.

Voltar

Termos de uso | Política de Privacidade  

Todos os direitos reservados