O
SindusCon-SP apóia a PPP (Parceria Público-Privada)
e defende ajustes no texto do projeto de lei que deverá
criá-la, para que o setor da construção
e o país efetivamente se beneficiem com a remoção
dos gargalos de infra-estrutura.
Esta
foi a posição apresentada pelo presidente do
SindusCon-SP, João Claudio Robusti, a Luis Inácio
de Lucena Adams e Alexandre Cairo, do Setor Jurídico
do Ministério do Planejamento. Os assessores do governo
foram recebidos em almoço pela Diretoria e Conselhos
do sindicato, na sede, no dia 29.
O
presidente apontou os seguintes problemas: 1) a permissão
para que qualquer órgão da administração
direta e indireta faça PPPs poderá ferir a Lei
de Responsabilidade Fiscal; 2) Se houver colisões com
a LRF e a Lei de Licitações, questionamentos
poderão transformar a aplicação em um
imbroglio jurídico; 3) Ausência, no projeto,
de dispositivos que impeçam o "dirigismo"
das licitações.
O
vice-presidente Luiz Antônio Messias afirmou que a lei
deveria definir claramente o que pode e o que não pode
ser objeto de PPP. O vice-presidente José Antonio Schuvarz
afirmou que o texto precisa ser bem objetivo para evitar o
que os próprios assessores do ministério denominaram
de "más PPPs" (como ocorreu em Portugal,
onde o Estado acabou arcando com prejuízos financeiros).
O
vice-presidente Eduardo Zaidan propôs que a PPP seja
convertida em concessão, quando não houver mais
necessidade de o Estado aportar recursos para sua viabilidade
financeira. E o gerente do Setor Jurídico, Renato Romano,
alertou para a necessidade de sintonia com os princípios
da Lei de Licitações.
Os
assessores procuraram justificar a preferência das PPPs
nos pagamentos dos compromissos de governo pelo fato de o
agente privado assumir todo o risco. Confirmaram que o governo
acatou a sugestão de limitar as parcerias à
conjugação de obras com prestação
de serviços. Informaram que em vez de audiências
públicas, as licitações das PPPs estarão
sujeitas a consultas públicas, o que dispensará
a presença física e permitirá a toda
a sociedade conhecê-las e se manifestar. E alegaram
que a Lei de Concessões já prevê as flexibilizações
à Lei de Licitações, previstas no projeto.
Neste
mês, o presidente do SindusCon-SP apresentará
as posições da entidade em audiência pública,
no Senado, antes da votação do projeto.
Fonte : - Construmail 1116
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