Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio - Dentro
de no máximo 90 dias, empresários e entidades ligadas
ao setor da construção civil apresentam ao prefeito
César Maia sugestões de projetos para execução
de acordo com a nova lei das Parcerias Público-Privadas
(PPP). Aprovada pelo Congresso Nacional no último dia 30,
a lei permitirá ampliar de R$ 200 milhões a R$ 250
milhões anuais a capacidade de investimento da prefeitura
do Rio de Janeiro.
A informação
foi dada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon/RJ), Roberto Kauffmann.
O empresário foi um dos participantes de um encontro com
o prefeito César Maia e seu secretariado, no Planetário
da Cidade, quando foram discutidos os pontos fundamentais da lei,
além do apoio da iniciativa privada a projetos considerados
fundamentais.
Kauffmann
revelou que existem grupos estrangeiros ligados a empresas nacionais
interessados em participar de projetos de parcerias público-privadas
nas áreas de transportes, armazenamento, contêineres
e de saneamento, entre outras. Como o saneamento demanda a existência
de um marco regulatório para implementação
dos projetos, Kauffmann observou que, inicialmente, as obras referentes
às áreas de transportes e estacionamentos subterrâneos
serão mais fáceis de resolver.
Ele ressaltou
que o ambiente de estabilidade econômica no Brasil favorece
a atração de novos investimentos nacionais e estrangeiros
para o país. A Lei das PPP terá, porém, de
ser regulamentada para dar aos investidores todas as garantias
necessárias, disse Kauffmann.
Para o empresário,
ainda é cedo para falar no volume de recursos que poderão
ser carreados para o município do Rio de Janeiro com as
PPP. Kauffmann deu como exemplo de projeto que poderá ser
tocado imediatamente o da melhoria do transporte de massa ao longo
do eixo da Avenida Brasil, "que hoje é uma freeway
de 40 quilômetros", para fazer face ao acréscimo
populacional estimado em 120 mil pessoas que resultará
da construção de moradias naquele perímetro
urbano num prazo de cinco a dez anos.
Segundo Kauffmann,
trata-se de um plano com apoio federal para construção
de habitações populares no entorno da Avenida Brasil
em terrenos da União que se encontram ociosos. Ele acrescentou
que uma forma de viabilizar o transporte de massa seria através
das PPP, que garantiriam ao investidor a concessão por
um prazo longo para recuperação dos recursos aplicados.