O
secretário de Habitação e Desenvolvimento
Urbano da Capital paulista, Paulo Teixeira, fará uma
exposição no dia 11 de março, às
10 horas, na sede do SindusCon-SP, sobre as PPPs (Parcerias
Público-Privadas) que a prefeitura pretende instituir
para reurbanizar as favelas de Heliópolis e Paraisópolis.
O
secretário também falará sobre os programas
em andamento e os projetos futuros da Sehab e da Cohab. Os trabalhos
serão abertos pelo presidente do SindusCon-SP, Artur
Quaresma Filho, e coordenados pelo vice-presidente João
Claudio Robusti.
Confirmações
de presença: caa@sindusconsp.com.br ou 3224 0566 tecle
8.
Outorga
onerosa – Em 11 de fevereiro, o secretário e a
prefeita Marta Suplicy anunciaram o primeiro modelo de PPP aplicado
à habitação, para urbanizar as favelas
de Heliópolis e Paraisópolis. A proposta prevê
a concessão urbanística para melhorias nas duas
favelas. O instrumento consta no Plano Diretor do município.
Segundo
a Sehab, a empresa ou consórcio que vencer a concessão
terá que urbanizar a maior gleba (K) da favela de Heliópolis
e uma área de cerca de 1 milhão metros quadrados
na favela de Paraisópolis. A Prefeitura não pagará
a concessionária com recursos do orçamento, mas
com certidões de outorga onerosa, que darão direito
a potencial construtivo adicional em todo o município,
com exceção das áreas de operação
urbana. A concessionária poderá revender, utilizar
em empreendimentos próprios ou usar as certidões
como garantia de operação de crédito.
A
proposta foi elaborada pela Prefeitura, com acompanhamento de
representantes da Abecip, Apeop e Secovi. De acordo com a Sehab,
a operação será viabilizada com a criação
das AIUs (Áreas de Intervenção Urbana)
de Paraisópolis e Heliópolis nos Planos Diretores
Regionais. As certidões de outorga onerosa serão
vinculadas exclusivamente aos projetos daquelas duas favelas.
Segundo
Teixeira, a proposta é transformar Heliópolis
em um bairro, abrir vias de circulação, transferir
famílias de áreas de risco para moradias dignas,
implantar áreas de lazer, construir mais equipamentos
públicos e resolver o problema da regularização
fundiária.
A
atual administração municipal informa ter realizado
dezenas de ações em Heliópolis, nas áreas
de serviços de infra-estrutura, saúde e assistência
social, além da habitação. Segundo a Sehab,
foram entregues 1.200 unidades habitacionais. Os projetos de
urbanização as glebas A e N estão em fase
final. As obras previstas para iniciar em abril vão beneficiar
mais de 16 mil moradores que vivem em cerca de quatro mil domicílios.
A
proposta de urbanização nestas duas glebas, que
teria sido debatida e aprovada pelos moradores, prevê
o alargamento e pavimentação das vias, transformando-as
em quadras, a ligação das ruas de Heliópolis
com as principais avenidas do bairro, a criação
de áreas de esporte e lazer, a remoção
de casas em áreas de risco e a construção
de 1.235 unidades, locais para mobiliário urbano (lixeira,
caixa de correio, telefone público banca de jornal) e
instalação de rede de água e esgoto para
todas as famílias.
A
intervenção em Heliópolis faz parte do
Programa Bairro Legal, que prevê ações de
urbanização e regularização fundiária
da área para transformá-la em bairro, garantindo
a seus moradores infra-estrutura básica e acesso a serviços
públicos.
Trabalho
comunitário - O contrato para o projeto de urbanização
da gleba K foi assinado no dia 11 de fevereiro com a Núcleo
Engenharia Consultiva. O arquiteto Ruy Ohtake, que presta consultoria
no projeto, conseguiu a doação de tintas, por
três grandes fabricantes, para pintar as casas de duas
ruas da gleba por moradores desempregados.
A
Sehab está cadastrando os moradores da gleba K. Para
acompanhar o cadastramento e o desenvolvimento do projeto de
urbanização, a secretaria está preparando
30 moradores com idade entre 16 e 21 anos, selecionados e indicados
pelas associações de Heliópolis. Os jovens
têm dois dias de aula de formação e três
dias de trabalho de campo. Eles receberão uma bolsa mensal
de R$ 150,00 e também farão o curso "Educação
pela Arte", proposto por Ohtake.