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Publicação do Jornal do Commercio de 01 de abril de 2004

Nível de emprego em janeiro caiu 1,37%

O nível de emprego na construção civil voltou a apresentar queda em janeiro, recuando 1,37% em relação ao mesmo mês do ano passado, o equivalente a 16,3 mil postos de trabalho. Em comparação com dezembro do ano passado, contudo, o nível de emprego aumentou 1,36%, segundo dados divulgados ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da GVconsult, com base em pesquisa do Ministério do Trabalho.

"Se comparada a janeiro de 2001, período em que a economia estava em crescimento, a construção civil brasileira sofreu corte de 74,9 mil vagas, uma queda de 6% em três anos", diz o estudo, divulgado ontem.

De acordo com o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, os meses de novembro a fevereiro são historicamente turbulentos, com um grande número de dispensas e recontratações no setor. "Por isso, ainda é cedo para dizer se há ou não tendência de crescimento do emprego na construção civil", avalia.

O nível de emprego na construção civil paulista também subiu em janeiro em relação a dezembro, com um aumento de 1,37% ou 4,7 mil vagas a mais. Em 12 meses, entretanto, o setor em São Paulo apresentou queda 1,04%, ou quase 3,7 mil postos de trabalho a menos. A construção civil brasileira contava em janeiro com 1,17 milhão de trabalhadores formais. Destes, 350,6 mil estavam no Estado de São Paulo.

PPP pode movimentar R$ 5 bi

Pelos cálculos do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a instituição das Parcerias Público-Privadas (PPPs) pode gerar um adicional de negócios de infra-estrutura no País de R$ 5 bilhões por ano. A projeção, de acordo com o vice-presidente do sindicato, Luiz Antonio Messias, está baseada na experiência britânica de PPP, que na última década movimentou o equivalente a cerca de R$ 190 bilhões.

– Se compararmos o PIB do Reino Unido com o brasileiro e se o modelo adotado aqui obtiver o mesmo sucesso que teve lá, chegaremos a essa média anual de R$ 5 bilhões – explicou Messias, durante o Debate Nacional sobre PPP, promovido ontem pela Câmara Americana de Comércio.

O vice-presidente do SindusCon-SP ressaltou que, para o modelo brasileiro de PPP ter sucesso, ainda são necessárias alterações no texto aprovado pela Câmara, que seguiu para apreciação do Senado.

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