O nível de emprego na construção
civil voltou a apresentar queda em janeiro, recuando 1,37%
em relação ao mesmo mês do ano passado,
o equivalente a 16,3 mil postos de trabalho. Em comparação
com dezembro do ano passado, contudo, o nível de emprego
aumentou 1,36%, segundo dados divulgados ontem pelo Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Estado
de São Paulo (SindusCon-SP) e da GVconsult, com base
em pesquisa do Ministério do Trabalho.
"Se comparada a janeiro de 2001, período
em que a economia estava em crescimento, a construção
civil brasileira sofreu corte de 74,9 mil vagas, uma queda
de 6% em três anos", diz o estudo, divulgado ontem.
De acordo com o vice-presidente de Economia
do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, os meses de novembro a fevereiro
são historicamente turbulentos, com um grande número
de dispensas e recontratações no setor. "Por
isso, ainda é cedo para dizer se há ou não
tendência de crescimento do emprego na construção
civil", avalia.
O nível de emprego na construção
civil paulista também subiu em janeiro em relação
a dezembro, com um aumento de 1,37% ou 4,7 mil vagas a mais.
Em 12 meses, entretanto, o setor em São Paulo apresentou
queda 1,04%, ou quase 3,7 mil postos de trabalho a menos.
A construção civil brasileira contava em janeiro
com 1,17 milhão de trabalhadores formais. Destes, 350,6
mil estavam no Estado de São Paulo.
PPP
pode movimentar R$ 5 bi
Pelos cálculos do Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São
Paulo (SindusCon-SP), a instituição das Parcerias
Público-Privadas (PPPs) pode gerar um adicional de
negócios de infra-estrutura no País de R$ 5
bilhões por ano. A projeção, de acordo
com o vice-presidente do sindicato, Luiz Antonio Messias,
está baseada na experiência britânica de
PPP, que na última década movimentou o equivalente
a cerca de R$ 190 bilhões.
– Se compararmos o PIB do Reino Unido
com o brasileiro e se o modelo adotado aqui obtiver o mesmo
sucesso que teve lá, chegaremos a essa média
anual de R$ 5 bilhões – explicou Messias, durante
o Debate Nacional sobre PPP, promovido ontem pela Câmara
Americana de Comércio.
O vice-presidente do SindusCon-SP ressaltou
que, para o modelo brasileiro de PPP ter sucesso, ainda são
necessárias alterações no texto aprovado
pela Câmara, que seguiu para apreciação
do Senado.