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Publicação do Diário Catarinense de 31 de dezembro 2004

Ministro aposta no longo prazo

Ao discursar durante a cerimônia de sanção da lei das parcerias público-privadas (PPPs), no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que o país tem todos os motivos para acreditar que entrou definitivamente numa rota de crescimento de longo prazo.

- Há 30 anos, o Brasil não conseguia ter, convivendo ao mesmo tempo, o equilíbrio de orçamento, uma inflação equilibrada e contas externas fortemente favoráveis como neste momento. O Brasil teve déficits externos de mais de US$ 30 bilhões, hoje faz superávits de balança de US$ 33 bilhões e superávit de conta corrente de mais de US$ 10 bilhões - afirmou.

Palocci alertou que as PPPs não podem ser consideradas um remédio para todos os problemas do país, mas a lei é fundamental, salientou, para o investimento em setores que dão grande retorno social, mas pouco retorno econômico. Segundo ele, a PPP se soma no esforço de transformação a outros projetos já aprovados, como o da nova Lei de Falências.

BNDES pretende impulsionar projetos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e mentor do PPP, quando era ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse que o banco está ansioso para apoiar os projetos de parceria e pressionará o governo para mandá-los o mais rápido possível. Mantega destacou a importância das PPPs para sustentar o crescimento da taxa de investimento no Brasil, que subiu de 18% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2003, para 20% em 2004.

O atual ministro do Planejamento, Nelson Machado, destacou na lei das PPPs o controle que haverá nos projetos que serão submetidos ao sistema de consultas e acompanhamento diferenciado. E ressaltou que o setor privado terá o seu investimento assegurado por um fundo garantidor, a ser criado pelo setor público, que reduzirá o risco do projeto e o custo do serviço para a administração e o usuário final.

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