PPPs podem ser impedidas por Lei Eleitoral, diz ministro
Alana
Gandra - Se até abril de 2006 nenhum contrato de Parceria
Público-Privada (PPP) for assinado, o programa só
poderá deslanchar no próximo governo, em razão
da Lei Eleitoral. O alerta foi feito pelo ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, em seminário promovido nessa segunda-feira
(30)pela Fundação Getúlio Vargas. Segundo
ele, existem 99% de chances de as PPP se viabilizarem ainda
neste governo.
O
ministro disse que os próximos passos do programa de
PPP são a constituição de um fundo garantidor
no montante de R$ 3 bilhões, que será formado
por ações de empresas de elevada liquidez, entre
as quais Petrobrás, Banco do Brasil e Companhia Vale
do Rio Doce, e o encaminhamento ao Tribunal de Contas da União
para aprovação de oito editais referentes a
concessões rodoviárias.
Paulo
Bernardo recordou que o governo tem cinco projetos prioritários
de parcerias público-privadas: o Ferroanel de São
Paulo, avaliado em R$ 200 milhões; o Arco Rodoviário
do Rio de Janeiro, no valor de R$ 250 milhões; os trechos
das rodovias BR-116, que liga a divisa de Minas Gerais até
Feira de Santana (BA), e da BR-324, de Feira de Santana ao
Porto de Aratu (BA), envolvendo investimento inicial de R$
1 bilhão, mais R$ 2,2 bilhões ao longo da concessão;
a variante ferroviária de Guarapuava-Ipiranga (PR),
orçada em R$ 220 milhões; e a Ferrovia Norte-Sul
(R$ 1,4 bilhão).