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Publicação do DCI de 30 de
novembro de 2006
Continua disputa judicial sobre parceria
do Metrô
Márcio Rodrigues
Apesar da assinatura do contrato da parceria
público-privada (PPP) da Linha 4 do Metrô,
feita ontem, as disputas judiciais que envolvem o empreendimento
não devem ser encerradas. Isso porque o Sindicato
dos Metroviários, que solicitou a liminar que impedia
a assinatura do contrato, promete novas ações.
“Vamos recorrer da decisão do Tribunal de Justiça.
Além disso, iremos questionar a assinatura do contrato
sem a publicação do acordão”,
diz o diretor de Comunicação de Imprensa do
sindicato, Manuel Xavier Lemos Filho. E completa: “Iremos
inclusive, questionar a constitucionalidade do processo,
uma vez que de acordo com a Constituição,
apenas o município pode conceder serviços
públicos a outro ente”, explica.
De qualquer forma, o gerente jurídico do Metrô,
Sérgio Avelleda, diz que a empresa está tranqüila
quanto a assinatura do contrato. “Uma liminar tem
eficácia imediata. Quando ela é concedida,
temos que cumpri-la imediatamente, mesmo que ainda não
tenha sido publicada. O mesmo ocorre quando a liminar é
cassada”, explica. Quanto a novas ações
contra a continuidade do empreendimento, Avelleda diz que
o Sindicato tem direito de tomar as medidas que achar necessário,
assim como o Judiciário tem
o poder para decidir sobre as ações. “O
Metrô acatará qualquer decisão. No entanto,
uma nova interrupção provocará atrasos
e prejuízo para os cofres públicos e para
a sociedade”, completa.
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