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Publicação de O Estado de
São Paulo de 30 de novembro de 2006
PPPs podem ser saída para aeroportos,
diz Infraero
Isabel Sobral
As concessões e parcerias entre
o governo e a iniciativa privada podem ser uma das saídas
para ampliação de investimentos na infra-estrutura
aeroportuária do País. Essa foi uma das alternativas
apontadas ontem pelo presidente da Empresa Brasileira de
Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro
José Carlos Pereira, para solucionar os gargalos
físicos dos aeroportos.
Pelo plano de investimentos da estatal,
que administra 67 aeroportos brasileiros, até 2010
são necessários investimentos de R$ 5,5 bilhões
para atender o crescimento do setor aéreo. Segundo
Pereira, a estatal pode contar com R$ 2,7 bilhões
em recursos próprios de tarifas cobradas de empresas
aéreas e usuários nos próximos quatro
anos.
Mas para conseguir os demais R$ 2,8 bilhões
ainda é preciso encontrar alternativas. “O
sistema aéreo certamente sobreviverá se esses
recursos não aparecerem, mas haverá uma degradação
muito séria da infra-estrutura aeroportuária”,
declarou ontem o brigadeiro. Na terça-feira, a ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff informou que o governo estuda
repassar à iniciativa privada o aeroporto de Natal.
A forma de participação do
capital privado em investimentos nos aeroportos ainda não
foi bem explicada pelos membros do governo mas, segundo
a Infraero, estuda-se a possibilidade de parcerias público-privadas
(PPPs). O instrumento, considerado no início da gestão
Lula uma das salvações para deslanchar projetos
logísticos, ainda não saiu do papel.
Pereira explicou que, se o Produto Interno
Bruto (PIB) crescer 3% ao ano, haverá um aumento
anual de 20% no número de passageiros e de 11% na
carga aérea.
SANEAMENTO
O ministro das Cidades, Márcio Fortes,
afirmou ontem que a equipe econômica ainda estuda
formas de deslanchar projetos de saneamento e infra-estrutura
urbana nas cidades brasileiras, sem alterar os limites de
endividamento de Estados e municípios.
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