O governo deve atrasar o cronograma de envio
do projeto de lei que cria as PPP (Parcerias Público-Privada)
ao Congresso Nacional. A estimativa inicial era enviar o texto
ainda este mês.
Mas o ministro da Secretaria Especial do Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, disse
hoje que a redação final do projeto deve ser concluída
somente na primeira quinzena de novembro.
"A pretensão era enviar neste mês.
Mas como este mês está no fim, eu diria até
a metade de novembro. Depois segue para o Congresso Nacional",
disse Genro hoje, em São Paulo, antes de participar de
palestra para o PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais).
O ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse
na terça-feira em São Paulo que o projeto seria
enviado até amanhã ao Congresso.
Mais garantias
Apesar dos integrantes do CDES (Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social) terem aprovado as
linhas gerais do projeto que cria as PPP, o setor privado quer
incluir mais garantias no texto.
Segundo Genro, os conselheiros fizeram sugestões ao projeto
de lei das PPP que seguem em duas direções.
"Primeiro, uma garantia da importância
de cláusulas e normas que garantam a eficácia
social da parceira do ponto de vista da preservação
da natureza e efeitos sobre desenvolvimento econômico.
Outro aspecto é maior esclarecimento das garantias para
a atuação do setor privado", disse o ministro.
Genro disse que a expectativa é que as
PPP estejam aprovadas até o final deste ano. "A
idéia é aprovar ainda este ano o projeto, pois
ele é um viabilizador da aplicação do PPA
(Plano Plurianual de Investimentos)."
Novo contrato social
Genro disse que o projeto que regulamenta a
PPP é a primeira cláusula do novo contrato social
que será firmado pelo governo de Luiz Inácio Lula
da Silva.
"É
a primeira cláusula do novo contrato social, pois é
a primeira forma profundamente inovadora de relação
entre o Estado e a sociedade", afirmou Genro.