Governo escolhe banco gestor do fundo das PPPs até fim de junho
Até
o final de junho o governo vai definir o banco que irá
gerir o fundo garantidor das Parcerias Público Privadas
(PPP), informou nesta segunda-feira o ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo. Ele afirmou que as primeiras PPPs têm
99 por cento de chance de serem assinadas no atual governo.
Ele
prevê que até abril do próximo ano sejam
assinados alguns contratos, quando pela lei eleitoral possivelmente
as PPPs sejam suspensas. O governo escolheu cinco projetos
prioritários e após escolher o banco gestor
vai contratar consultorias para elaboração dos
editais. A previsão é que as primeiras licitações
para as parcerias sejam feitas até o final deste ano.
`Se
depois de abril não puder fazer mais, nós vamos
continuar estudando...para o próximo governo vai estar
mais adiantado`, disse o ministro.
Bernardo
afirmou que o BNDES é um candidato `provável`
ao papel de gestor do fundo garantidor das parcerias, papel
que está sendo cobiçado também pelo Banco
do Brasil. O fundo garantidor já tem ativos da ordem
de 4 bilhões de reais, afirmou o ministro.
Entre
os ativos que formarão o fundo estarão ações
detidas pelo governo em empresas como Eletrobrás, Petrobras,
Embraer, Banco do Brasil, e da Companhia Vale do Rio Doce,
entre outras, informou Bernardo. O fundo garantidor será
utilizado para cobrir pagamentos no caso do governo não
quitar sua parte nos projetos.
Ele
justificou a demora para a concretização das
primeiras PPPs ao fato de ser uma iniciativa complexa e que
tem que ser preparada com cuidado.
`Estamos
fazendo da melhor forma para dar segurança ao investidor`,
explicou. `O governo tem noção de que nem todos
os problemas serão resolvidos com as PPP, e que talvez
nem deslanche este ano...se conseguirmos colocar essas cinco
já é um grande começo`, admitiu.
Os
cinco projetos prioritários, escolhidos de uma lista
inicial de 23, consistem na Ferrovia Norte-Sul, na qual a
Vale do Rio Doce já demonstrou interesse; trecho de
uma ferrovia no Paraná; o Ferroanel de São Paulo,
um trecho da BR 116 (Bahia-Minas Gerais); e o Arco Rodoviário
do Rio de Janeiro.