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Publicação do DCI de 29 de
novembro de 2006
Tribunal cassa liminar que proibia conclusão
da parceria do Metrô
Márcio Rodrigues
O Tribunal de Justiça do Estado
de São Paulo (TJSP) cassou a liminar que impedia
a assinatura do contrato da Parceria Público-Privada
(PPP) para a administração da Linha 4 do Metrô
de São Paulo. Com isso, até segunda ordem,
esta PPP sairá definitivamente do papel. Isso porque,
com o resultado o consórcio liderado pela Companhia
de Concessões Rodoviárias (CCR) será
convocado pelo Metrô para assinar o contrato de concessão,
que já havia sido vencido pelo consórcio em
agosto deste ano.
De acordo com o especialista em PPPs do Escritório
Albino Advogados Associados, Ariovaldo Pires, o Sindicato
dos Metroviários, que havia solicitado a liminar
que impedia a assinatura do contrato, até pode buscar
novas formas de impedir a obra, mas dificilmente terá
sucesso. “Essa última cassação
deixa claro que o posicionamento do TJSP é favorável
à continuidade do processo licitatório”,
explica.
Na avaliação de Pires, o contrato pode, inclusive,
ser assinado ainda este ano. “Essa liminar era diferente
das outras que dizem respeito a licitação,
pois apenas impedia a assinatura. Com a cassação,
o Metrô precisa apenas convocar a vencedora do processo
para assinatura do contrato”, avalia.
De acordo o advogado da Azevedo Sette Advogados, Frederico
Dieterich — que assessorou a CCR na licitação—
assim que convocado, o consórcio vencedor deve tomar
quatro providências imediatas: provar que constituiu
a Sociedade de Propósito Específico (SPE),
capitalizá-la, apresentar seguro-garantia do contrato
e pagar o modelador do empreendimento, no caso, o Unibanco.
“A assinatura do contrato pode sim ocorrer este ano.
No entanto, acredito que dependerá dos trâmites
políticos dentro do Estado de São Paulo”.
Mesmo deixando claro que seu cliente não está
envolvido nos processos judiciais entre Metrô e Sindicato
dos Metroviários, o advogado acredita que o “governo
tem um caso sólido a seu favor, pois tem um projeto
bem modelado”.
O total do investimento estimado para a PPP é de
US$ 1,26 bilhão, sendo cerca de US$ 920 milhões
do governo do estado e US$ 340 milhões do concessionário.
Na PPP, o estado investirá na implantação
dos 12,8 quilômetros de túneis e via permanente,
ligando a Estação da Luz à Vila Sônia.
Já o consórcio vencedor da licitação
será responsável pelos trens, sistema de sinalização,
controle do pátio e operacional, supervisão
centralizada e comunicação móvel de
voz e dados. A reportagem do DCI procurou o Metrô
e a CCR para comentarem a decisão do TJSP. No entanto,
ambos disseram que só se pronunciarão após
serem notificados.
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