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Publicação da Folha de São
Paulo de 29 de novembro de 2006
Justiça libera parceria privada para
a linha 4 do metrô de SP
Recurso negado era o último obstáculo
para a assinatura de contrato no valor de R$ 750 milhões
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
O governo do Estado derrubou ontem na Justiça
o último obstáculo que impedia a assinatura
da PPP (Parceria Público Privada) para a concessão
da linha 4-amarela do Metrô de São Paulo -contrato
é de US$ 340 milhões (R$ 750 milhões).
Por 3 votos a 0, a 3ª Câmara de Direito Público
do Tribunal de Justiça do Estado negou recurso do
Sindicato dos Metroviários contra a decisão.
Até o pronunciamento do TJ, o processo teria de ficar
paralisado. A decisão permite a assinatura do contrato
com o consórcio vencedor, liderado pela CCR (Companhia
de Concessões Rodoviárias).
O Metrô temia que, caso não houvesse decisão
até o final deste ano, ocorreria atraso na compra
de 14 trens programados para entrar em operação
na linha 4 em dezembro de 2008.
Com a PPP, a concessionária vai assumir a operação
da linha durante os próximos 30 anos.
A linha 4, de 12,8 km, ligará a Vila Sônia
à estação da Luz, no centro de SP.
É considerada estratégica para o transporte
da capital, pois será interligada às linhas
1-azul (norte-sul), 3-vermelha (leste-oeste) e 2-verde (na
avenida Paulista).
Sindicato e Metrô vivem queda-de-braço em razão
da PPP. A entidade argumenta que o investimento exigido
à empresa é baixo, e o Estado é que
iria subsidiar investimentos privados.
Em agosto, metroviários realizaram uma greve de 24
horas contra a concessão. Ontem, o sindicato voltou
a protestar com distribuição de jornais.
Procurado ontem à tarde, o sindicato afirmou que
ainda discutirá que medidas tomará.
Pela manhã, o governador Cláudio Lembo (PFL)
disse não acreditar que o sindicato convoque nova
greve. "É preciso bom senso. São Paulo
não tem condições de fazer esse investimento
só com verba estatal", declarou o governador
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