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Publicação de o Estado de
São Paulo de 29 de novembro de 2006
PPP servirá de teste para Linha 5
Projeto, que liga Capão Redondo à região
da Paulista, pode ser a obra de maior apelo político
da gestão Serra
Bruno Tavares, Sérgio Duran e Eduardo Reina.
O sucesso da Parceria Público-Privada (PPP) da Linha
4 (Amarela) do Metrô determinará o futuro dos
outros investimentos do governo no setor - precisamente
a Linha 5 (Lilás), que ligará o Largo 13 à
Chácara Klabin, na zona sul, com várias conexões,
que também deve operar por meio de parceria. A execução
do projeto poderá se tornar a obra de maior apelo
político da gestão José Serra (PSDB).
Isso porque a Linha 5 é a mais popular
do plano de expansão do metrô. Ela vai ligar
o Capão Redondo, bairro de baixa renda na zona sul,
à Avenida Paulista - ou seja, a região com
um dos maiores índices de desemprego da cidade com
uma das que oferece o maior número de postos de trabalho.
A linha já tem seis estações,
que funcionam de forma experimental: Capão Redondo,
Campo Limpo, Vila das Belezas, Giovanni Gronchi, Terminal
Santo Amaro e Largo 13. Faltam outras nove, sem contar Chácara
Klabin, que será inaugurada com um fosso aberto abaixo
do piso da estação atual, para receber a nova
linha.
O extremo leste - assistido hoje pela integração
trem-metrô e futuramente pelo Expresso Tiradentes
- e o extremo sul da cidade são áreas de expansão
que concentram população de baixa renda e
têm um sistema de transporte deficiente.
O ritmo das obras, no entanto, pode desacelerar
no início da gestão Serra. No meio deste ano,
o governo do Estado detectou um rombo de R$ 1,2 bilhão
nas contas públicas.
Esse déficit, segundo o governador
Cláudio Lembo (PFL), é proveniente de uma
previsão “a mais” na arrecadação
de tributos e do repasse abaixo do planejado das verbas
federais. Para resolver o problema, a Secretaria da Fazenda
preparou um programa de anistia às multas do Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) em atraso, que, de acordo com Lembo, já obteve
cerca de R$ 1 bilhão - quase o dobro do previsto.
Uma semana antes do segundo turno da eleição
presidencial, Lembo determinou a suspensão de licitações
ou contratações para compra de bens ou execução
de obras e serviços com valor superior a R$ 300 mil.
O Sindicato dos Metroviários usará isso no
recurso que pretende mover na Justiça.
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