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Publicação de O Estado de
São Paulo de 26 de dezembro de 2006
Em breve, expresso para Cumbica
Projeto de trem da Barra Funda ao Aeroporto
tem chance de sair do papel, assim como o expresso para
Campinas
Alberto Komatsu, RIO
Dos quatro principais projetos de transporte ferroviário
de passageiros para o País, apenas dois estão
saindo do papel e têm chances de se tornar realidade,
relatam especialistas do setor. O primeiro é o Trem
Expresso Aeroporto, que pretende ligar o terminal de trem
da Barra Funda, em São Paulo, ao Aeroporto Internacional
de Guarulhos (Cumbica). O segundo empreendimento é
o Expresso Bandeirantes, entre São Paulo e Campinas.
Outros dois planos que contaram com a participação
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) ainda estão na teoria. Segundo os especialistas,
são planos com altos custos, o que os tornam economicamente
inviáveis: o trem de alta velocidade entre São
Paulo e Rio e os trens regionais de média densidade,
que planejam usar os horários vagos de transporte
de cargas para transportar passageiros.
O projeto mais avançado é o trem expresso
Aeroporto e o trem Guarulhos. São dois projetos sobrepostos,
pois ligam São Paulo a Guarulhos e a Cumbica, com
investimento de US$ 572 milhões.
Segundo o vice-presidente da Agência
de Desenvolvimento de Trens Rápidos entre Municípios
(AD-Trem), Gerson Toller, em abril deverá ser conhecido
o vencedor do edital de construção da obra.
Existem 57 empresas interessadas. Entre elas, estão
companhias multinacionais interessadas em financiar o projeto.
Já o trem que pretende unir São
Paulo e Campinas, no interior do Estado de São Paulo,
conta Toller, já conta com um projeto de Parceria
Público Privada (PPP) encaminhado, mas ainda não
formalizado. Neste caso, a idéia é fazer um
investimento de R$ 2,7 bilhões entre 2007 e 2010,
para um trecho de 92,3 quilômetros a ser percorrido
em 50 minutos.
O plano de ligar São Paulo ao Rio de Janeiro por
ferrovia seria realizado por meio de um trem com velocidade
de 285 quilômetros por hora . Os 403 quilômetros
de distância entre as duas capitais seriam percorridos
em 85 minutos. O custo da obra é de US$ 9 bilhões.
A idéia de utilizar horários
vagos de trens de cargas para o transporte de passageiros
, por sua vez, poderia se transformar em realidade em trechos
de até 200 quilômetros, atendendo cidades com
mais de 100 mil habitantes.
“São projetos interessantes, mas o País
não está preparado para isso. Economicamente
não são viáveis”, afirma o diretor-executivo
da Associação Nacional dos Transportadores
Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça. Toller,
da Ad-Trem, tem avaliação parecida. Segundo
ele, “esses são dois projetos que não
resolvem nada”.
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