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Publicação de O Estado de
São Paulo de 26 de dezembro de 2006
Aprovação de projetos cai
44% na Câmara
Passaram em plenário 148 propostas,
119 a menos do que no ano passado
Eduardo Reina
Os vereadores de São Paulo aprovaram
este ano 119 projetos a menos que em 2005, queda de 44,5%.
De 1º de janeiro até o dia 15 passado, quando
foi eleita a nova presidência da Câmara, foram
realizadas 134 sessões ordinárias e extraordinárias.
Nesse período, os parlamentares aprovaram 148 projetos
de lei, de decreto legislativo, de resoluções
e de emenda à lei orgânica, incluindo os de
autoria do Executivo. Apesar dessa baixa produtividade,
dividindo-se a verba gasta no ano pela Casa pelos 55 vereadores,
cada um dos parlamentares custou pouco menos de R$ 4 milhões
aos cofres públicos em 12 meses.
As despesas da Câmara em 2006 somaram
cerca de R$ 218 milhões, de R$ 278 milhões
previstos no orçamento - verba empregada para manter
toda a estrutura do Legislativo da cidade, suas assessorias
técnicas e outras despesas. Ainda esta semana, devem
ser devolvidos ao Executivo os recursos economizados, segundo
o presidente da Casa, Roberto Tripoli (sem partido).
Para Tripoli, a avaliação
correta da produção do Legislativo não
deve ser feita por meio da quantidade de projetos aprovados,
mas analisando a qualidade do trabalho. O vereador destacou
a consolidação de leis municipais realizada
este ano. “Reduzimos cerca de 4 mil leis, tornadas
sem efeito, pois não tinham nenhuma utilidade”,
afirmou. “Também é preciso ver quantos
projetos que não eram interessantes para a cidade
conseguimos barrar.”
Tripoli disse ainda que, quando foi preciso,
a Câmara trabalhou rápido. Citou como exemplo
o fato de que, na transição para a gestão
de Gilberto Kassab (PFL), em abril, seu antecessor, José
Serra (PSDB), conseguiu a aprovação de 11
projetos.
Para Sonia Francine (PT), falta debate
em plenário. “E os vereadores têm medo
de expor seus projetos.” Integrante da Comissão
de Constituição e Justiça, Soninha
contou que chega a examinar 40 projetos de parlamentares
por semana, mas eles só vão a plenário
quando há acordo de bastidor.
É o que ocorre neste fim de ano.
Há um acordo entre lideranças dos partidos
para se analisar em plenário pelo menos um projeto
de lei de autoria de cada parlamentar. “Esse acordo
prevê votar as propostas dos vereadores para em seguida
votar o orçamento de 2007”, disse a petista.
Para o líder do governo na Câmara, Gilson Barreto
(PSDB), porém, os trabalhos seguem em ritmo normal.
Após a votação do
orçamento de 2007, provavelmente na quinta-feira,
última sessão do ano, os parlamentares entrarão
em férias. Há ainda a possibilidade de entrar
em pauta amanhã o projeto da Prefeitura que repassa
ao governo do Estado a operação das Marginais
do Pinheiros e do Tietê. O objetivo da proposta é
permitir ao Estado fechar parcerias público-privadas
(PPPs) para a criação de uma pista adicional
nas Marginais, mediante a cobrança de pedágio.
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