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Publicação do DCI de 23 de dezembro 2004

Em apenas 24 horas parcerias passam no Senado e na Câmara

Em apenas 24 horas, o governo conseguiu aprovar no Senado e na Câmara o projeto que institui a Parceria Público-Privada (PPP). Numa ampla articulação política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociou a aprovação da proposta, considerada a mais importante dentro da estratégia do governo para assegurar o crescimento dos investimentos no País.

A proposta foi aprovada na madrugada de ontem pelo Senado e, ontem à noite, pela Câmara, e agora vai à sanção presidencial.

Eufórico, o presidente Lula demonstrou a satisfação com a aceleração dessa tramitação e em poder terminar o ano com esse projeto aprovado. “Eu estou muito feliz porque ontem o Senado votou o projeto da PPP. Eu acho que todos nós poderemos passar o Natal e o Ano-Novo com a consciência tranqüila do dever cumprido. Aí, todos nós começaremos 2005 com muito mais otimismo, com muito mais crença, e acreditando que temos condições de fazer o Brasil ocupar um espaço muito maior e muito mais sólido na economia nacional”, afirmou hoje antes da votação da proposta na Câmara.

Depois de o Senado aprovar a proposta, Lula e o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), conseguiram convencer os deputados a acelerarem os prazos de tramitação da proposta para garantir a aprovação ainda ontem.

“Teríamos razões de sobra para não permitirmos a tramitação rápida dessa proposta. Nem que fosse pela precedência do tempo em que o PT estava na oposição e nunca achava necessário apressar votações que fossem do interesse do nosso governo. Mas achamos que é importante participarmos desse acordo mesmo sabendo que o governo vai comemorar essa aprovação como um grande feito sem reconhecer a importância da ajuda que os partidos de oposição deram nessa votação”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Custódio Mattos (PSDB-MG).

Acordo
Depois de quase nove meses de discussão, o Senado aprovou um texto final substancialmente diferente daquele que foi aprovado pela Câmara, em março. Por causa das mudanças feitas pelos senadores, o projeto teve de ser submetido novamente à apreciação dos deputados. Mas o acordo político impediu novas mudanças e garantiu a tramitação mais rápida. Depois de aprovado novamente pela Câmara, a área técnica do governo calcula que será necessário prazo de, no mínimo, 90 dias para publicar os editais, promover as licitações e concluir a modelagem dos primeiros projetos.

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