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Publicação da Folha de São Paulo de 23 de dezembro 2004

Rio Grande do Sul aprova projeto de PPPs

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou na noite desta terça-feira o projeto de lei que cria as PPPs (Parcerias Público-Privadas) no Estado. Os primeiros projetos devem começar a ser implementados no primeiro semestre de 2005, segundo o secretário da Coordenação e Planejamento, João Carlos Brum Torres.

A aprovação do projeto gaúcho ocorreu praticamente junta do projeto federal de PPPs. O Senado Federal aprovou nesta madrugada, o projeto federal das parcerias público-privadas.

O projeto mais avançado para PPP no Estado é a construção do anel viário na BR 116, região metropolitana de Porto Alegre. "É uma PPP com alta condição de atrair interessados da iniciativa privada pelo potencial de arrecadação com os pedágios. É uma obra fundamental para o desenvolvimento do Estado", diz Brum Torres.

O projeto prevê a construção de dois trechos que desafogariam o trecho da BR 116, por onde passam cerca de 100 mil veículos por dia. O custo da obra é estimado em US$ 300 milhões.

A ligação ferroviária Porto Alegre- Pelotas é outro projeto de PPP que pode ser concretizado. "A ALL (América Latina Logística) já mostrou interesse pelo assunto", diz Brum Torres.

Outras possibilidades de PPP seriam a construção da linha de metrô na zona norte de Porto Alegre ou na área de transporte fluvial.

Outros projetos menores incluiriam a construção de presídios, ou até mesmo de lavanderias para presídios. "A situação do Estado está muito difícil e, por isso, não tem condições de autofinanciamentos elevados. As PPPs são uma boa solução para os Estados", diz Brum Torres.

Embora o Estado tenha condições de tocar os projetos de PPPs sem a aprovação de lei federal, o secretário afirma que vai esperar a definição no Congresso para assinar as primeiras parcerias.

"É difícil fechar contratos com os investidores sem ter a lei federal estabelecida".

A estimativa é que projeto volte à Câmara Federal em fevereiro e seja aprovado rapidamente.

O projeto gaúcho prevê que cada contrato terá uma modelagem específica, com suas garantias e formas de remuneração, sendo, obrigatoriamente, precedido de licitação.

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