PPP passa na Câmara e vai a sanção presidencial
Em
apenas 24 horas, o governo conseguiu aprovar no Senado e na
Câmara o projeto que institui a Parceria Público-Privada
(PPP). Numa ampla articulação política,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociou a aprovação
da proposta, considerada a mais importante dentro da estratégia
do governo para assegurar o crescimento dos investimentos
no País. A proposta foi aprovada na madrugada pelo
Senado e, na noite desta quarta-feira, pela Câmara e
agora vai à sanção presidencial.
Eufórico,
o presidente Lula demonstrou a satisfação com
a aceleração dessa tramitação
e em poder terminar o ano com esse projeto aprovado. "Eu
estou muito feliz porque o Senado votou o projeto da PPP.
Eu acho que todos nós poderemos passar o Natal e o
ano-novo com a consciência tranqüila do dever cumprido.
Aí, todos nós começaremos 2005 com muito
mais otimismo, com muito mais crença e acreditando
que temos condições de fazer o Brasil ocupar
um espaço muito maior e muito mais sólido na
economia nacional", afirmou, antes da votação
da proposta na Câmara.
Depois
de o Senado aprovar a proposta, Lula e o presidente da Câmara,
João Paulo Cunha (PT-SP), conseguiram convencer os
deputados a acelerarem os prazos de tramitação
da proposta para garantir a aprovação ainda
nesta quarta-feira. A Câmara aprovou o substitutivo
por processo simbólico de votação, sem
alterações. Durante as discussões na
Câmara, todos os líderes, entre eles os da oposição,
apoiaram a votação. O projeto segue agora para
a sanção do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
"Teríamos
razões de sobra para não permitirmos a tramitação
rápida dessa proposta. Nem que fosse pela precedência
do tempo em que o PT estava na oposição e nunca
achava necessário apressar votações que
fossem do interesse do nosso governo. Mas achamos que é
importante participarmos desse acordo, mesmo sabendo que o
governo vai comemorar essa aprovação como um
grande feito sem reconhecer a importância da ajuda que
os partidos de oposição deram nessa votação",
afirmou o líder do PSDB na Câmara, Custódio
Mattos (PSDB-MG).
Ribamar
Oliveira