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Publicação de O Estado de
São Paulo de 22 de dezembro de 2006
Serra e Kassab querem pedágio nas
Marginais
Projeto enviado à Câmara
prevê a construção de uma pista adicional
em cada sentido, por meio de PPP
Eduardo Reina
O prefeito Gilberto Kassab (PFL) quer cobrar
pedágio nas Marginais do Tietê e do Pinheiros.
Para tornar isso viável, ele pretende delegar a operação
desses corredores ao governo do Estado, que instalaria mecanismos
de cobrança e faria melhorias na capacidade de tráfego,
por meio de parcerias público-privadas (PPP). A proposta,
do governador eleito José Serra (PSDB), já
tramita na Câmara. “Faremos uma pista adicional
em cada lado da marginal. É um projeto da Prefeitura
que agora veio para o Estado. Vamos fazer com as concessionárias”,
disse Serra em agosto, durante a campanha eleitoral.
Estudos mostram que podem ser construídas
oito novas faixas de tráfego. Quatro de cada lado
dos rios, ou duas, dependendo do trecho. Pelo projeto, a
iniciativa privada deverá construir as novas faixas
nas duas marginais, onde será cobrado o primeiro
pedágio urbano de São Paulo. A Prefeitura
fica autorizada a celebrar convênio de cooperação
com o governo do Estado, com fundamento no artigo 241 da
Constituição federal. O Dersa, ligado à
Secretaria Estadual dos Transportes, responsável
pelas obras e concessão no Rodoanel, comandará
o processo.
Ainda pela proposta de Kassab, o planejamento
e a fiscalização do trânsito ficarão
a cargo do poder municipal, por meio da Companhia de Engenharia
de Tráfego (CET). As concessionárias que ganharem
a licitação para construção
das novas pistas e implementação do pedágio
serão remuneradas mediante a exploração
dos pedágios nas pistas segregadas - ou por outras
fontes de receitas acessórias, alternativas ou complementares
a serem pagas pelo governo do Estado, em moldes a serem
definidos no edital de licitação e nos contratos.
O prefeito justifica o projeto dizendo
que, apesar de “todas as medidas que têm sido
adotadas, o sistema radial (marginais) encontra-se próximo
de seu esgotamento, evidenciando a necessidade de intervenção
mais profunda, reestruturadora da malha viária, de
modo a propiciar o aumento significativo de sua capacidade,
permitindo deslocamentos mais rápidos e oferecendo
maior segurança à população”.
INVESTIMENTO
Em fevereiro, a Prefeitura havia estimado
investimento entre R$ 400 milhões e R$ 1 bilhão
para modernizar as marginais. Em 1999, na gestão
de Celso Pitta, proposta similar foi derrubada pela Câmara
Municipal. No ano seguinte o projeto voltou à votação
e mais uma vez acabou rejeitado pelos vereadores paulistanos.
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