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Publicação do Governo do Estado do Rio Grande do Sul de 22 de dezembro 2004

Projeto das Parcerias Público-Privadas é aprovado

A Assembléia Legislativa aprovou, hoje (21), o projeto de lei que institui as Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Rio Grande do Sul. O governo aguardava a definição dos deputados para começar a estudar projetos viáveis ao Estado, que devem estar concluídos ainda no primeiro semestre de 2005, segundo avaliação do secretário da Coordenação e Planejamento, João Carlos Brum Torres.

O secretário ressaltou, no entanto, que o marco legal para a concretização de contratos só deve ser definido após a aprovação da legislação federal. O governo gaúcho realizou, nos últimos meses, uma série de encontros com empresas interessadas em conhecer o projeto e em discutir investimentos viáveis no Estado. Porém, optou por não formatar projetos de PPPs enquanto as bases jurídicas não estivessem definidas. O projeto gaúcho prevê que cada contrato terá uma modelagem específica, com suas garantias e formas de remuneração, sendo, obrigatoriamente, precedido de licitação.

Qualidade

Para o governo gaúcho, as PPPs passam a ser detalhadas em um momento de extrema restrição fiscal, de baixa capacidade para a realização de novos investimentos por parte do Estado e também quando há uma crescente demanda por serviços de qualidade por parte da população. Há, ainda, um vácuo legal a ser preenchido entre a Lei Geral de Contratos (Lei 8.666/93), que não permite contratos de longo prazo, e a Lei Geral de Concessões (Lei 8.987/95), aplicável apenas a projetos auto-sustentáveis, através das tarifas cobradas dos usuários.
Segundo Brum Torres, tanto na Europa - onde as experiências de PPPs são conduzidas há mais de 10 anos - quanto no Brasil, a adoção dessa legislação tem como uma de suas motivações a crise fiscal do setor público e as dificuldades para realizar novos investimentos. Na Europa, a parceria entre poder público e iniciativa privada tem viabilizado, por exemplo, a construção de estradas, ferrovias, portos, parques, escolas e prédios administrativos.

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