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Publicação do Investnews de 22 de dezembro 2004

Senado aprova e texto das PPPs voltará para Câmara

Depois de nove meses, o Senado aprovou nesta madrugada o Projeto de Parcerias Público-privadas (PPPs), mas com mudanças. A oposição tentou impedir e pediu verificação de quórum. No entanto, dez minutos após, o projeto estava aprovado. O governo rebateu as críticas de que o projeto seguia a ´cartilha neoliberal de Fernando Henrique Cardoso´. Neste momento, o plenário esteve num dos momentos menos dividido partidariamente. Os maiores articuladores da matéria são da oposição. Como sofreu modificações, o PPP terá de ser votado novamente pela Câmara dos Deputados.
Foram três horas de discussão apenas sobre o tema, em uma sessão que durou 14 horas. O texto seguirá mais enxuto para os deputados do que foi enviado por eles. A legislação remete às leis de Concessões e de Licitações e detalha apenas aspectos do PPP. Há a necessidade mínima de 30% de participação privada no projeto. Com fundos de pensão envolvidos, essa obrigatoriedade cai para 20%. O prazo mínimo é de cinco anos e o máximo de 35 anos. Uma análise do contrato será feita pelo governo toda vez que houver rolagem da dívida do estado.

O mínimo valor que o contrato de PPP pode ter é R$ 20 milhões. As receitas das empresas estatais foram incluídas no limite de estados e municípios. Assim, eliminou-se uma brecha jurídica que permitia um endividamento maior que o permitido: 1% da receita líquida do ente público. Haverá um prazo de 18 meses para uma vistoria antes da entrega da obra para analisar seu estado.

No leilão, a empresa que apresentar uma proposta 20% maior que a mais baixa está fora da segunda etapa. A arbitragem no contrato internacional será brasileira. O Fundo Fiduciário terá natureza privada com gestão pública com R$ 6 bilhões em ativos, bens, títulos e outros.

Na modalidade de concessão patrocinada, o empresário será pago em parcelas ao longo do contrato. Ele ficará com as receitas da tarifa cobrada dos usuários. Na concessão administrativa, o investidor executa a obra e será pago pelo governo.

(Gabriela Valente - InvestNews)

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