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Publicação do Canal Energia de 22 de dezembro 2004

PPPs são mais uma opção para investimentos em infra-estrutura, diz Abdib

Cristiane Alvim, Da Agência CanalEnergia, Negócios

Os investimentos em infra-estrutura ganham mais uma opção com a aprovação do projeto de lei que estabalece as Parcerias Público-Privadas, que passou pelo Senado nesta quarta-feira, 22 de dezembro. A análise é de Ralph Lima Terra, vice-presidente Executivo da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base. Segundo o executivo, as PPPs são um caminho importante para esta nova etapa da economia brasileira que precisa atrair capital privado e externo.

A expectativa da entidade é que as primeiras parcerias sejam fechadas em 2006. O executivo explica que o programa precisa passar por sanção presidencial, regulamentação e estruturação do Fundo Garantidor, que tem patrimônio estimado em até R$ 6 bilhões e deverá ser administrado por um banco federal. "Os primeiros resultados começarão a aparecer em meados de 2006", aposta. Ele ressalta que as PPPs não eliminam o esfoço tradicional de atrair o capital privado.

"A aprovação do texto é positiva. Sem a entrada significativa de novos recursos, a infra-estrutura será um problema para o país, e não solução", avalia o executivo. Ele ressalta que as PPPs não podem ser encaradas como solução para a área, mas sim como mais uma ferramenta para investimentos. Os recursos públicos (federais, estaduais e municipais) e a concessão de serviços públicos, explica o executivo, continuam sendo importantes.

De acordo com ele, as PPPs são uma espécie de terceira forma de viabilizar grandes empreendimentos da área. "O texto foi aprimorado no Senado, com destaque para a importância dada à Lei de Responsabilidade Fiscal. Nossa expectativa é que o projeto seja aprovado em definitivo pela Câmara nos primeiros meses de 2005", comenta o vice-presidente.

O executivo avalia que as PPPs atendem aos principais projetos de infra-estreutura, que têm um horizonte mais longo, de 25 a 35 anos. "O setor elétrico, no tripé geração, distribuição e transmissão, e os segmentos de transporte e saneamento devem ser os mais beneficiados", afirma

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