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Publicação da Folha de São
Paulo de 22 de novembro de 2006
Planalto quer bancar Estados em novos projetos
O Tesouro Nacional vai pagar a parte devida por Estados
e municípios em projetos de saneamento para viabilizar
investimentos nessa área. De acordo com o ministro
Paulo Bernardo (Planejamento), a proposta que deve integrar
o programa de estímulo ao crescimento da economia
é fazer com que o BNDES financie parcialmente empresas
privadas para as obras, tendo como garantia receitas dos
empreendimentos, enquanto a parcela restante do investimento
seria bancada pela União.
Dessa forma, não haverá aumento
de dívida de Estados e municípios, o que resolve
o problema atual em que as prefeituras e governos estaduais
não fazem obras de saneamento porque os limites de
endividamento fixados pelo CMN (Conselho Monetário
Nacional) já foram ultrapassados. O ministro não
explicou, porém, o impacto dessas operações
nas contas do governo federal.
"[O Tesouro] entraria autorizando
a operação e, se precisar a contrapartida
do Estado e do município poderemos, aí, sim,
autorizar aumentar um pouco o endividamento e até
mesmo provermos esses recursos", disse Bernardo, salientando
que a proposta está em elaboração.
O governo também vai rever os projetos
de investimentos em parceria com o setor privado, as chamadas
PPPs. Algumas obras que seriam realizadas em conjunto, como
a pavimentação da BR-163 entre Cuiabá
(MT) e Santarém (PA), serão feitas com recursos
públicos e sairão da lista das PPPs.
Outras, como projetos de irrigação
que o Ministério da Integração Nacional
quer fazer na Bahia, serão analisadas para ver se
atendem os critérios das parcerias.
Segundo Bernardo, a reunião da equipe
econômica com o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva amanhã não deve ser conclusiva. O
ministro disse que as medidas do pacote fiscal e de cortes
de impostos só devem ser anunciadas por volta de
15 de dezembro.
CNI
O presidente da CNI (Confederação
Nacional da Indústria), Armando Monteiro, propôs
ontem ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ampliação
das desonerações tributárias para novos
investimentos, que estão sendo estudadas pelo governo.
A CNI quer que o governo inclua os setores da construção
civil pesada, instalações e serviços
de montagem.
"Investimentos não são
apenas bens e equipamentos", disse, após reunião
com Mantega. Ele sugere a redução de PIS e
Cofins para esses setores e a ampliação da
lista de desoneração do IPI (Imposto sobre
Produtos Industrializados), que hoje possui cerca de 700
itens.
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