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Publicação da Folha de São
Paulo de 22 de janeiro de 2007
Confira a íntegra do discurso de
Dilma Rousseff sobre o PAC
Confira abaixo a íntegra do discurso
da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no lançamento
do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento):
"Senhor Presidente, Senhor Vice-presidente,
senhora Marisa Letícia, senhores presidentes do Senado
e da Câmara, senhores ministros, senhores empresários
e líderes sindicais, senhores líderes de partidos
e integrantes do Congresso Nacional, senhores e senhoras
da imprensa.
A expansão do investimento, que
é a parte que me cabe fazer a exposição,
principalmente do investimento em infra-estrutura, é
condição sine qua non para a aceleração
do desenvolvimento sustentável, com a eliminação
dos gargalos para o crescimento da economia. Além
disso, ela também é responsável pelo
aumento da produtividade e pela superação
dos desequilíbrios regionais e sociais. Os gargalos,
referidos na infra-estrutura, para serem devidamente superados
necessitam de um planejamento estratégico de longo
prazo, porque planejamento estratégico de longo prazo
implica projetos, implica avaliação das condições
de execução dos mesmos.
Além disso, é necessário,
para que não haja um custo-Brasil da infra-estrutura,
o fortalecimento da regulação e dos mecanismos
que assegurem a competitividade no sentido de buscar as
tarifas mais módicas e os investimentos que garantam
um retorno para o investidor. É necessário,
também, que os instrumentos financeiros se adequem
à característica desses investimentos, que
exigem um grande volume de capital imobilizado e têm
um prazo de retorno muito mais longo, um prazo, também,
de concessão mais longo, em torno de 15 a 25 anos.
Ao mesmo tempo, é fundamental que haja a possibilidade
dessa sinergia entre o investimento público e o investimento
privado e, também, é essencial a estruturação,
a articulação entre os diferentes entes federativos.
Eu queria começar a questão
relativa às premissas, dizendo aos governadores que
este Projeto de Aceleração do Crescimento
é um projeto, sobretudo, do interesse deles e, nesta
medida, eu considero que a questão da infra-estrutura
neste Projeto vai ter um foco muito importante, que é
o fato de que todos esses projetos vão estar distribuídos
regionalmente. Então, este é um Programa de
Aceleração do Crescimento que, pela primeira
vez, traz uma consideração a respeito da localização
regional dos investimentos e, nesta medida, ele está
distribuído e vai ser sistematicamente distribuído
pelas regiões do País. Daí porque esta
exposição é uma exposição
que, eu tenho certeza, irá interessar aos senhores
governadores, na medida em que discute a infra-estrutura
de cada uma das regiões.
E quais são os eixos? São
infra-estrutura logística, infra-estrutura energética
e infra-estrutura social e urbana. São projetos que
nós tivemos um critério de escolha. Primeiro,
por suposto, aqueles que geram retorno social e econômico.
Segundo, aqueles projetos que têm sinergia, que conseguem
fazer estruturação regional e assegurar, também,
o fluxo de bens e serviços no País. Em terceiro,
aqueles projetos que recuperam a infra-estrutura existente.
Em quarto, concluir projetos em andamento, que é
uma regra que eu acredito muito eficiente. O total dos investimentos,
como foi mostrado pelo ministro Guido, nas três áreas,
monta a 503 bilhões e 900 milhões de reais
e se redistribui, obviamente, com uma concentração
maior na área energética de 274 bilhões,
na verdade devido à própria presença
da área de petróleo nessa agregação.
A complexidade do acompanhamento de todas
essas obras, diante desse imenso volume de investimentos,
exigiu uma nova estrutura da União e uma interface
com os governos dos estados. A complexidade dessa estrutura
e a necessidade, como o Presidente evidenciou, de implantação
em módulos, vai exigir que nós tenhamos uma
cadeia de acompanhamento dos eventos, até porque
todos esses projetos têm, simplificadamente, os seguintes
eventos: os estudos de viabilidade técnica e econômica,
os projetos básicos, os executivos, os eia/rima,
as licenças e, inclusive, o desembaraço no
TCU. Esse grupo de acompanhamento, grupo gestor do Plano
de Aceleração do Crescimento que, como eu
disse, terá uma interface grande com os senhores
empresários e, sobretudo, com as regiões,
os governadores e os prefeitos de capitais, é integrado
pelo Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão, pela Fazenda, pela Casa Civil, e terá
um grupo executivo também integrado por esses Ministérios.
E a atribuição fundamental é acompanhar
essas obras juntamente com os Ministérios setoriais
que, nesse caso, é o Ministério de Minas e
Energia, o Ministério das Cidades, dos Transportes
e da Integração Nacional.
Como eu disse, a distribuição
regional dessa infra-estrutura é algo central na
concepção deste projeto. E nós vimos
aí que há uma grande concentração
de recursos, em algumas regiões, até então
muito pouco contempladas, que são a região
Nordeste e Norte, sem esquecer o Sudeste, e dando a devida
proporção ao Centro-Oeste e ao Sul. De fato,
é um projeto que tem um foco na questão regional.
Eu salientei isso e chamei a atenção dos senhores
governadores justamente porque eu acho que, pela primeira
vez, se regionaliza os projetos no Brasil.
Vamos começar, então, pela
infra-estrutura logística, que é integrada
pela parte rodoviária, ferroviária, portuária,
hidroviária e aeroportuária. Nesse primeiro
modal, que está excluído a aeroportuária,
nós temos instrumentos públicos de incentivo
ao investimento em infra-estrutura logística. Na
verdade, o fortalecimento dos marcos regulatórios
nesse setor é crucial. Até porque, como eu
disse, uma das questões fundamentais é, nesse
momento, assegurar tanto um serviço sustentável
como uma tarifa módica, ampliando a parceria com
a iniciativa privada. Os mecanismos e os instrumentos são
a concessão para a iniciativa privada, as PPP”s
e a concessão chamada administrativa. Ao mesmo tempo,
nós vamos buscar evidenciar, ao longo da exposição,
o fato de que tanto linhas de financiamento como oportunidades
de investimento adequado é o que o Programa pretende
evidenciar.
Então, vamos para as rodovias, ferrovias
e portos. Na verdade, as metas físicas deste Programa
contemplam quase 45, aliás, mais de 45 mil quilômetros
de rodovias, mais de 2.500 quilômetros de ferrovias,
12 portos, 67 portos hidroviários, uma eclusa e 20
aeroportos.
No que se refere à área estritamente
de logística, os objetivos são: o aumento
da eficiência produtiva em áreas consolidadas,
a indução ao desenvolvimento em áreas
de expansão de fronteira agrícola e mineral,
a redução de desigualdades regionais em áreas
deprimidas e a integração regional Sul-Americana.
Nós, então, iremos distribuir
a exposição por blocos regionais, como eu
disse, dentro desse foco de regionalização
do PAC. Nós vamos ter na Região Norte, aí
está a consolidação dos investimentos,
exceto aeroportos. Nós vamos ter um investimento
total de 6,2 bilhões, sendo que: pavimentação
e construção de rodovias serão 5, são
essas amarelas.
As ferrovias, é com destaque aí
para a 163, até pelo impacto da 163 sobre a própria
política agrícola, uma vez que se utiliza
a equalização de frete para solucionar a distância
de Mato Grosso dos portos brasileiros.
Outro destaque é a ferrovia Norte-Sul,
em que o trecho Araguaína/Palmas está contemplado.
Lembrando que esse trecho Aguiarnópolis até
Araguaína está em construção,
e o trecho de Aguiarnópolis até Açailândia
era um trecho já existente, já consolidado
há mais de 20 anos. Além disso, chama atenção
aqui, o porto de Vila do Conde, no Pará, que com
a construção da eclusa do Tucuruí vai
viabilizar toda uma interligação nessa região
e o escoamento da produção. Além disso,
posto que na Amazônia as hidrovias são cruciais,
elas vão implicar também um grande esforço
do governo em termos de intervenção. Serão
os terminais hidroviários na Amazônia.
Eu queria destacar, com este mapa, a interligação
dos modais, que é um dos objetivos nossos no programa.
Queria destacar a integração da BR-230 com
a hidrovia do Amazonas e do Tocantins, a integração
da BR-163 com a Hidrovia do Amazonas, a integração
da BR-319 com a Hidrovia do Amazonas, através de
Manaus. E, também, a integração da
Ferrovia Norte-Sul com Carajás, e a Hidrovia do Tocantins
através da Eclusa de Tucuruí.
Agora, no Nordeste, nós vamos ter,
é o mesmo princípio, só que aqui, no
Nordeste, além dessas duas, pavimentação
e construção, que estão em laranja,
nós temos essas que estão em rosa, que são
duplicações. No Nordeste, a gente destaca,
então, duas pavimentações em construções,
sendo que a terceira é uma pavimentação
em construção, que é um PPP aqui, a
BR-116 com a 324.
Além disso, serão duas duplicações.
O principal destaque é a duplicação,
aqui, da BR-101, e ali, a BR-230, lá na Paraíba
- não é, Governador? - Além disso,
nós teremos, nas ferrovias, vários contornos,
até porque eles são cruciais para que não
se diminua a velocidade das ferrovias nos trechos urbanos.
Então, são: o contorno de São Félix,
a variante ferroviária de Camaçari-Aratu e,
principalmente, com grande destaque, a Ferrovia Nova Transnordestina,
que começando aqui, de Elizeu Martins, chega aos
portos de Pecém e Suape. Cabe assinalar que essa
ferrovia, a Transnordestina, é um investimento privado
com financiamento público e utilização
dos fundos públicos.
No que se refere aos portos, nós
teremos um grande esforço na recuperação
de berços e sua ampliação na construção
e, sobretudo, na dragagem. A grande maioria dos portos brasileiros
será objeto de um programa de dragagem muito significativo.
Finalmente, eu destaco a dragagem e a derrocagem da hidrovia
do São Francisco que, junto com sua revitalização,
vai propiciar uma grande capacidade de transporte dessa
hidrovia. O total dos investimentos é de 7,3 bilhões
de reais, que estará sendo priorizado na Região
Nordeste.
Agora, as interligações,
as integrações modais. Trata-se da integração
da Ferrovia Transnordestina com o porto de Suape e o de
Pecém. Além disso, a integração
da BR-101 com a Ferrovia Transnordestina, a integração
da hidrovia do São Francisco com a BR-242, porto
de Juazeiro e porto de Aratu, e da BR-135 com a Transnordestina.
Passando para o Sudeste, nós vamos ter um total de
investimentos de 6,1 bilhões. Neste caso, nós
temos a pavimentação e a construção
de três trechos, com destaque para o arco rodoviário
do Rio de Janeiro e o rodoanel de São Paulo, trecho
sul, e a duplicação de seis rodovias. Eu vou
destacar, também, porque era um anseio também
de estados, a BR-101 Espírito Santo.
No que se refere a ferrovias, a adequação
da linha ferrovia no perímetro urbano de Barra Mansa,
o mesmo caso, aquele anterior, e do contorno ferroviário
de Araraquara, que são contornos ferroviários
nas cidades para evitar a diminuição de velocidade.
No caso do Ferroanel de São Paulo, tramo Norte, em
que pese seu investimento privado, a intervenção
da União se dá através do fato de que
nós estamos aceitando a recomposição
do equilíbrio econômico-financeiro do contrato
da ferrovia, que é um concessionário privado
e, portanto, estamos abrindo mão de recursos públicos.
Ao mesmo tempo, no caso dos portos, o destaque
maior é para o porto de Santos e para o porto de
Itaguaí. Há também intervenções
no porto de Vitória. Já a integração
dos modais se dá pela integração da
Brasil Ferrovias com o porto de Santos e de Itaguaí
através do Ferroanel de São Paulo, o tramo
Norte, e da integração do Rodoanel São
Paulo, trecho Sul, com o porto de Santos, e a integração
do arco rodoviário do Rio de Janeiro com o porto
de Itaguaí. Passando para o Sul, nós temos
a pavimentação, em construção,
de quatro rodovias: duas no Paraná, uma no Rio Grande
do Sul e uma em Santa Catarina. E a duplicação
de sete rodovias, com destaque para o trecho da BR-101,
Santa Catarina-Rio Grande do Sul, e o programa na BR-116,
chamada Via Expressa.
Além disso, no que se refere a ferrovias,
estão sendo feito contornos ferroviários nos
três portos: São Francisco do Sul, Joinville,
e também a ampliação da capacidade
do corredor ferroviário do Oeste do Paraná.
Eu falei portos, é ferrovias. São contornos
ferroviários. A ampliação da capacidade
do corredor ferroviário do oeste do Paraná,
como nós vamos ver na interligação,
vai propiciar uma grande eficiência no escoamento
de produtos.
No que se refere aos portos, nós
vamos ter intervenções tanto no porto de Rio
Grande, no Paraná, quanto nos dois de Santa Catarina,
Itajaí e São Francisco do Sul. Serão
3,9 bilhões de reais. No que se refere à integração,
destaca-se aí a integração da Ferroeste,
uma ferrovia pública com a ALL, através do
porto de Paranaguá, através do corredor ferroviário
do oeste do Paraná, que pode ter dois trajetos, que
estão sendo discutidos. Além disso, a integração
da BR-280 com o porto de São Francisco do Sul e a
integração das BR-392 e BR-116 com o porto
de Rio Grande.
Já no Centro-Oeste, nós teremos
quatro pavimentações e construções,
e quatro duplicações também. Os destaques,
no Centro-Oeste, basicamente, eu vou destacar aqui a duplicação
da 163 com a 364. No que se refere a ferrovias, nós
vamos ter a construção da ferrovia Norte-Sul
nesse trecho, de Itumbiara a Aparecida de Goiânia
- a nossa previsão é licitar concessão
privada - e ao mesmo tempo, o trecho da ferrovia Norte-Sul,
Anápolis-Uruaçu, então, a Ferronorte
e a Norte-Sul. As hidrovias, basicamente, a dragagem e a
derrocagem da hidrovia Paraná-Paraguai, e agora vamos
passar à integração.
Na integração, a integração
da ferrovia Norte-Sul com a FCA e o porto de Santos, e a
integração das BR-163 e BR-364 com a ferrovia
Ferronorte até o porto de Santos, e com o Ferroanel
até o porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Com isso, nós concluímos a parte regionalizada
dessas intervenções. Vamos passar aos programas
especiais, às concessões privadas.
Nós estamos prevendo 2.601 quilômetros
de concessões privadas. Nesses quatro anos é
um total de investimento de 3,8 bilhões. Esse programa
está em avaliação no governo, tendo
em vista que a diminuição dos juros diminuiu
os custos de capital. Adequações estão
sendo feitas.
Aqui nos programas especiais, que totalizam
24,6 bilhões, eu gostaria de destacar, sobretudo,
estudos e projetos para 14.500 quilômetros de rodovia.
É 1 bilhão de reais que nós estaremos
utilizando para construir um portfólio de projetos
na área de transporte, ferrovias, hidrovias e portos.
E, ao mesmo tempo, a conservação de 52 mil
quilômetros de rodovias. Ao mesmo tempo, nós
estaremos fazendo um programa de dragagem, possivelmente
em subconcessão para o setor privado, e aplicando
1,1 bilhão de reais.
No caso dos aeroportos, que estão
separados, segregados, serão as seguintes intervenções:
nós vamos, basicamente, ampliar a capacidade de transporte
de passageiros e de cargas, além de fazer intervenções
em pistas e em armazenamentos. A nossa capacidade por milhões
de passageiros, hoje, é de 118 milhões de
passageiros, isso nesses 20 aeroportos. O acréscimo
previsto será de 40 milhões de passageiros.
Em termos de toneladas, nós temos, hoje, 100 mil
toneladas/ano sendo transportadas nesses 20 aeroportos e
pretendemos passar para 191 mil toneladas. Essas são
as metas.
Também, por região, vou repetir,
em todos os investimentos há uma preocupação
com a sua regionalização, daí a importância
da interação com os governadores. O investimento
maior, que são os 95 milhões... aliás,
o investimento na Região Norte, que é de 95
milhões, se concentra em dois aeroportos: Boa Vista
e Macapá, e se trata da ampliação da
capacidade: o de Macapá passa para 700 mil passageiros/ano
e o de Boa Vista para 330.
No Nordeste serão investidos 151
milhões. Estão em implantação
esses azuis, que é a construção do
aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a construção
do terminal de cargas, da torre de controle em Fortaleza
e a ampliação da capacidade para 860 mil passageiros/ano
em João Pessoa. Previstos, nesse período,
estão Parnaíba, ampliação e
reforço, construção de quatro pontes
de embarque no Recife, e readequação do acesso
ao aeroporto em Salvador.
No Sudeste serão investidos 1,8
bilhão de reais. Estão em implantação
intervenções em Guarulhos, em Congonhas, no
aeroporto de Santos Dumont e em Vitória, que são
esses azuis. Esses aeroportos, principalmente Guarulhos,
Congonhas e Santos Dumont, concentram uma parte importante,
seja do tráfego de passageiros, seja de carga. Estão
previstas intervenções em Guarulhos, no Tom
Jobim, no Rio de Janeiro, em Confins, em Belo Horizonte.
E em Vitória, a construção de novo
terminal de cargas. Na região Sul, não tem
obra em andamento, a previsão é de ampliação
da pista em Curitiba, ampliação da capacidade
de passageiros em Florianópolis, implantação
de novo complexo logístico e ampliação
da pista em Porto Alegre.
Com um investimento total de 353 milhões,
no Centro Oeste está em andamento, em Goiânia,
uma intervenção para aumentar para 2,1 milhões
de passageiros/ano, e ampliação da capacidade
do de Cuiabá e de Brasília, considerando que
Brasília é um dos maiores aeroportos hoje
do Brasil.
No que se refere à infra-estrutura
energética, nós estamos falando de geração
e transmissão de petróleo, gás e energias
renováveis, vamos começar por uma visão
geral de todos esses programas. No que se refere à
geração e transmissão de energia elétrica,
houve um grande esforço por parte da Diretoria do
BNDS para adequação dos financiamentos. E
eles passam hoje de um limite, um prazo, um aumento do limite
do prazo, de 14 para 20 anos. A decisão, também,
de que até 80% do investimento será financiado.
A redução do índice da cobertura da
dívida de 1,3 para 1,2. O aumento da carência
de 6 para 12 meses e a isonomia, neste caso, entre altos
produtores e produtores independentes de energia no que
se refere a financiamento.
No caso de combustíveis renováveis,
o investimento é basicamente privado, e se facilitará
parcerias públicas e privadas, ao mesmo tempo em
que recursos específicos estão sendo destinados
no financiamento público. O petróleo e o gás
natural, os instrumentos básicos estão no
próprio orçamento da Petrobras, no aumento
das parcerias que a Petrobras vem fazendo com empresas privadas,
e nas concessões privadas através dos leilões
da ANP. O total dos investimentos até 2010 estão
em 274,8 bilhões. Após 2010, todos esses investimentos
têm desdobramentos, porque eles não acabam
em 2010, e serão então mais 189,2 bilhões
de reais concentrados claramente em petróleo e gás
natural.
No Norte nós teremos, desses investimentos,
32 bilhões; no Nordeste, 29 bilhões; no Sudeste,
81 bilhões; no Sul, 18,7; no Centro-Oeste, 11,6,
e aqui, também, em projetos nacionais, 101,7, totalizando
274,8 bilhões.
Geração e transmissão
de energia elétrica. Os objetivos são garantir
segurança e comodicidade tarifária. A metas:
geração, até 210, de 12.386. Como continua
após 2010, mais 27.420 megawatts emergirão
desses. Na transmissão, 13.826 quilômetros
serão realizados e também o mesmo desdobramento.
Por região. Os investimentos na
Região Norte, nesse período, totalizam 24
bilhões até 2010, com 1.664 megawatts de potência.
Como eles também tem vida útil de investimento
até 2010, serão aqueles valores. Destaca-se
a implantação de três hidrelétricas
e sete estão previstas. No Norte, os grandes destaques
são Belo Monte e Santo Antônio e Jirau, que
são do Madeira, e também a hidrelétrica
de Estreito, por ter mais de mil megawatts, que está
em andamento.
Em transmissão, na região
Norte, nós temos estas obras em azul em implantação,
que é a interligação Norte, Centro-Oeste,
de Jauru a Vilhena, Jauru em Mato Grosso e Vilhena em Rondônia.
Além disso, o terceiro circuito da Norte-Sul III,
Marabá, Serra da Mesa e a interligação
das usinas do Madeira, que vão sair de Porto Velho
até Araraquara, em São Paulo. Na região
Nordeste são sete hidrelétricas previstas
e aquelas do Proinfra também, que não estão
nessa conta. E, além disso, tem sete usinas térmicas
em implantação.
Além disso, no Nordeste - volta
só um pouquinho - os investimentos que eu não
falei, que são 11,1 bilhões de reais e uma
potência de 2.036 megawatts, com desdobramento após
2010. Na Região Nordeste, no que se refere a transmissão,
os investimentos são de 1,5 bilhões, sendo
que são 2.276 quilômetros de linha, tem quatro
usinas em implantação e seis previstas. Não,
você passou errado, aqui é transmissão,
então, são quatro linhas em implantação
e seis previstas. E aqui destaca-se essa linha, porque ela
é a interligação do Norte-Nordeste,
Colinas, Coremas. Pode passar.
Na Sudeste, os investimentos são
13 de bilhões e 475 milhões, uma potência
de 2.387 megawatts, com desdobramento também; cinco
hidrelétricas em implantação, quatro
previstas e oito térmicas em implantação.
Então, totaliza 13 usinas em implantação,
entre hídricas e térmicas, além do
Proinfra. No Sudeste, os investimentos totalizam 2 bilhões
e 600 milhões, na transmissão, e a quilometragem
é de 2.900 quilômetros. Aqui, também,
tem repercussão a interligação com
Madeiras nas obras novas, são três novas previstas
e oito que estão em andamento hoje.
Na região Sul, nós temos,
em geração, um investimento de 10 bilhões
e 400 milhões, uma potência de 4.472 megawatts,
com desdobramentos depois de 2010; nove usinas hidrelétricas
em implantação, seis previstas e três
térmicas em implantação, totalizando
12 em implantação, além das usinas
do Proinfra, que estão sempre destacadas e não
constam no mapa. A transmissão, o investimento é
de um bilhão, são 2.078 quilômetros
e não tem nenhuma interligação porque
todas foram feitas no período anterior, são
oito em implantação e três previstas.
No Centro-Oeste, em transmissão,
os investimentos são de 6,6 bilhões, a potência
de 1.800 megawatts, tem desdobramento depois de 2010. São
10 hidrelétricas em implantação e três
térmicas em implantação, totalizando
13 usinas em implantação e 10 hidrelétricas
previstas, além de 20 Pch”s, como vocês
podem ver. No Centro Oeste, a transmissão tem a interligação
das usinas do Madeira, que também passa pelo Centro-Oeste,
e é o grande projeto na seqüência e implantação,
a continuidade da interligação Jauru-Vilhena.
Pode passar.
Essa é uma questão importante
porque nós recebemos o governo sem projetos e hoje
tem um acréscimo de 25.768 megawatts de usinas com
estudos de viabilidade econômico e eia-rima prontos
até 2010, em todas essas bacias, e as datas de construção
dos estudos, que se concentram, a grande maioria, até
2009, sendo três em 2010. São as condições
necessárias para as licitações.
Além disso, algo que não
vai sendo feito no Brasil há mais de 10 anos, mais
de 15 anos, que é a ampliação e a concretização
de estudos de inventário. Nós temos, hoje,
32.950 megawatts de usinas sendo inventariadas até
2010, isso significa que teremos uma quantidade bastante
significativa de projetos, não só para esse
período de governo, mas, sobretudo, para os futuros,
que é algo fundamental que o País tenha. Pode
passar.
No caso de petróleo, gás
natural e renováveis, nós queremos garantir
a auto-suficiência, no longo prazo, ter um mínimo
de 20% da produção acima do consumo nacional,
garantir uma reserva da produção de, no mínimo,
15 anos, aumentar a produção de óleos
leves no Brasil. No que se refere ao parque de refino, trata-se
de aumentar o processamento do óleo nacional, que
é óleo pesado, e melhorar a qualidade dos
combustíveis, o que reduz as emissões e, portanto,
a melhora significativa do meio ambiente. E acelerar a produção
e a oferta de gás nacional, tendo em vista a necessidade
de assegurar uma independência do Brasil no que se
refere ao gás natural. E no que se refere aos biocombustíveis,
manter a liderança do País nessa área.
Nós iremos fazer esta distribuição
de investimentos. Aí não está só
a Petrobras, estão também os investimentos
privados e os investimentos em parceria Petrobras x parceiras.
O total é de 196 bilhões, com uma conseqüência
futura de 165. As metas para 2010 são essas: aumentar
em 800 milhões de barris de óleo por ano as
nossas reservas e aumentar a nossa produção
para 2,6 milhões de barris.
No que se refere às novas refinarias
e petroquímicas, aumentar a produção
para 350 mil barris/dia, aí até 2012, porque
não dá para pressionar. E, no que se refere
às refinarias existentes, investir para melhoria
da qualidade do combustível para o uso do nosso petróleo
pesado e a ampliação de 100 mil barris/dia
na nossa capacidade de refino.
Petroleiros, em construção,
nós temos 42 navios contratados e 15 entregues. Dois
super petroleiros contratados. E, no que se refere ao H-Bio,
que é a utilização dos óleos
vegetais no refino, nós estamos prevendo a utilização
de 425 mil metros cúbicos de óleos vegetais
no refino.
O gás natural, considerando o Plangás,
que é 39,2 milhões de metros cúbicos/dia,
mais a exploração dos poços que têm
óleo e gás associados, nós vamos chegar,
até 2010, a 55 milhões de barris/dia a mais,
o que é bastante maior do que nós hoje importamos
da Bolívia, que são 30 milhões de metros
cúbicos de barris. De GNL - gás natural liquefeito
- que se importa através de navio, nós vamos
estar importando 20 milhões de metros cúbicos/dia
até 2008. E de gasoduto, nós estaremos construindo
4.526 quilômetros. De combustíveis renováveis
que são, basicamente, os renováveis, os 3,3
bilhões de litros, são 46 novas usinas, a
grande maioria privada, e nós estamos fazendo uma
forte política de financiamento público dessas
usinas. No caso do etanol, idem, são 23,3 bilhões
de litros, aí a grande maioria privada, e cogita-se
algumas parcerias com a Petrobras, totalizando 77 novas
usinas, também um grande esforço de financiamento
para essas novas 77. E as duas infra-estruturas na área
do etanol: um alcoolduto, que nós veremos no mapa,
e um poliduto, que vai compartilhar também com o
álcool o transporte de combustíveis líquidos,
totalizando 1.150 quilômetros de dutos.
Para a auto-suficiência, esses são
os principais projetos que estão em construção
no País. Eu só escolhi uma amostra dos que
estão em construção no País.
E nós iremos ter um investimento da ordem de 81,4
bilhões em exploração e produção.
No caso das refinarias e do refino, o que
é importante destacar aqui são: as novas unidades,
que são essas quatro refinarias ou petroquímicas,
com destaque para a Refinaria Abreu Lima, com 200 mil barris/dia,
em parceria com a Pedevesa, e o Comperj, que é o
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, que vai
processar óleo pesado. E o total dos investimentos,
até 2010, monta 18,3 bilhões de reais.
Vocês podem notar que as azuis são
ampliação e modernização e que
o investimento é, inclusive, maior, 22,6 bilhões.
Isso porque o Brasil, até agora, processava, sobretudo,
óleo leve. Então, nós tínhamos
que importar óleo leve e misturar com o nosso óleo
pesado e, aí, refinar.
Nós estaremos, portanto, refinando
aqui. Eu queria destacar tanto o complexo acrílico
aqui, em Minas Gerais, como as duas plantas, a de PTA e
a de PET, que inicia o pólo teste do Nordeste. O
H-Bio, que são nessas quatro refinarias, basicamente
no Sudeste e no Sul, que vai ter um investimento de 150
milhões e processar 425 mil metros cúbicos
de óleo vegetal.
A ampliação da frota, nós
já vimos, o montante dos investimentos é 4
bilhões e 100 milhões. E o gás natural,
só no Plangás nós temos, até
2008, 24,2 milhões de metros cúbicos/dia e
39,2 milhões até 2010, resultando num investimento
de 25 bilhões: Bacia do Espírito Santo, Bacia
de Campos e Bacia de Santos.
A infra-estrutura de transporte de gás
natural. Serão 4.526 quilômetros de dutos concentrados:
mais no Norte 1.183 quilômetros, totalizando 2,8 bilhões
de reais; no Nordeste, 1.668, 4,6 bilhões; e, no
Sudeste, 1675, totalizando 5,1 bilhões. Portanto,
12 bilhões; 4.526 quilômetros. GNL: são
6 milhões de metros cúbicos/dia no Nordeste
e 14 no Sudeste, totalizando 20 bilhões; 2,9 bilhões
de reais.
Bom, aqui está o mapa dos gasodutos.
Os que estão em vermelho são aqueles que estão
em andamento, não só através de obras,
mas com decisões já realizadas e que tornam
esses investimentos irreversíveis. Por exemplo, no
chamado Gasene, que é Cacimbas-Catu, nós temos,
hoje, já, 500 milhões sendo gastos nele. Então,
todos esses em vermelho são a malha Nordeste, a malha
Sudeste, o Gasene e o Urucu-Quari-Manaus. São todos
gasodutos, hoje em andamento. E há um gasoduto em
estudo, que é o Gasoduto Urucu-Porto Velho, ele está
em estudo, ele não tem a viabilidade concluída.
Combustíveis renováveis.
O grande destaque são as duas infra-estruturas que
estão sendo construídas e, como os senhores
vêem, nas regiões que têm uma grande
concentração de produção. Em
azul está o alcoolduto Senador Canedo-São
Sebastião previsto, já tem projeto; e em estudo
está o gasoduto Cuiabá-Repar-Paranaguá,
que é esse que é um poliduto. Esse poliduto
já existe, e nós estamos, com a Petrobras,
avaliando como transformá-lo, também, em etanoduto.
Infra-estrutura social e urbana. É
Luz para Todos, saneamento, habitação, metrô
e recursos hídricos - eu peço a paciência
dos senhores, porque falta pouquinho. A distribuição
de recursos é essa. Também aqui nós
estamos distribuindo por região.
O que eu queria destacar? Eu queria destacar
o seguinte: que excetuando o Luz para Todos, que é
de fundos e que está nos orçamentos das estatais,
o orçamento fiscal, nós gastaremos 34 bilhões
e, financiamento público, BNDES, FAT e Fundo de Garantia,
65,5 bilhões. Por região há uma distribuição,
o Nordeste supera o Sudeste e nós temos também
uma destinação proporcional a outras regiões.
E o Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimo, que é habitação,
o financiamento da habitação, nós segregamos
porque apesar de ser financiamento do governo, não
tem o mesmo processo de equalização que nós
fazemos nas áreas de interesse social, na habitação
de interesse social. Então, o total de 170 bilhões.
Pode passar.
O Luz para todos, a meta nossa é
de mais 5,2 milhões de pessoas, nós já
atingimos 5 milhões até 2006, serão
mais 5,2 milhões de pessoas até 2008. O saneamento,
são 22,5 milhões; habitação,
4 milhões; habitação no Sistema de
Poupança e Empréstimo, serão 600 mil
famílias; recursos hídricos, 24 milhões
de pessoas, e metrô, 609 milhões de passageiros/ano.
No Luz para Todos, como nós já vimos, essa
é a distribuição, a União entra
com 6,4 bilhões, os governos de estado com 1,3, os
recursos privados montam 1 bilhão, totalizando 8,7
bilhões de reais e são 5 milhões e
200 mil pessoas.
No saneamento, essas são as premissas
básicas: buscar a universalização,
implementar a lei do saneamento, política estável
de financiamento para o empreendedor privado ter horizonte,
promover intervenções integradas de saneamento,
ou seja, água, esgoto, lixo e drenagem, tanto em
moradias como nas favelas, e apoiar as companhias regionais
e municipais no sentido de um esforço de saneamento
para permitir que se tomem os recursos disponibilizados.
Pode passar.
É importante sinalizar que nós
temos 52% do déficit do Brasil de habitação
concentrado em regiões com mais de 1 milhão
de habitantes e metropolitanas, basicamente nas regiões
do Sudeste, do Nordeste, enfim, em todas a regiões
brasileiras, mas, basicamente, nessa distribuição
de população.
Hoje, a cobertura de água, esgoto
e lixo é a seguinte: de água, 82,3% dos domicílios
são atendidos; esgoto, 48,2%; lixo, 36%. Qual é
a nossa meta, em 2010? Em água, chegar a 86% de cobertura;
em agosto, 55% de cobertura, e em lixo 47%. Aliás,
em lixo, destaca-se o programa desenvolvido pelo Ministério
de Energia, que pode elevar esse número, uma vez
que vai ter um programa específico para produção
de energia com base no lixo. Aquele acréscimo de
domicílios, nós estamos acrescentando 7 milhões
de domicílios com água, atingindo 24,5 milhões
de pessoas. É essa a leitura da tabela. Podemos passar.
Doze milhões vêm do OGU, 20
milhões vêm do Fundo de Garantia e do FAT.
Em contrapartida, de estados e municípios, 8 bilhões,
totalizando 40 bilhões. Pode passar.
A distribuição é a
concentração no Sudeste, por conta da concentração
populacional. Também a proporcionalidade das outras
regiões: 9,6 no Nordeste, 7,4 no Sul, 3,9 no Norte
e 3,6 no Centro-Oeste. Pode passar.
Habitação. Nós temos três tipos
de problema, um que é o déficit quantitativo,
outro que é déficit qualitativo, inadequação
de habitações, e o terceiro, que são
os aglomerados subnormais, aglomerações subnormais
ou favelas. Para cada um desses, nós temos ações
tanto de construção como de urbanização
de favelas, inclusive, melhoria e reforma de moradia. Quais
são os instrumentos? Para a população
até cinco salários mínimos, é
subsídio E financiamento e repasse a municípios
e estados; financiamento a pessoa física, associação
ou empresa, e arrendamento residencial. É exclusivo
para a construção de novas moradias.
É importante perceber que 96,3%
do déficit habitacional do País está
na faixa de renda até 5 salários mínimos.
Hoje, o déficit quantitativo é de 7 milhões
e 900 mil moradias, sendo que 2/3 se concentram no Nordeste
e no Sudeste. Já as favelas, nós temos 2 bilhões
de déficit, 60% é no Sudeste. Também
aí tem uma distribuição das fontes
de financiamento: OGU, financiamento do setor público,
financiamento pessoa física, o Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimo e as contrapartidas,
totalizando 106 mil. Se a gente for dividir, nós
vamos ver que mais ou menos 55% é para a população
até 5 salários mínimos e o restante
é para financiamento através do Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimo. Então, uns
52, 53 têm subsídio e o resto não.
A previsão de investimento consolidado
por região - vocês não acreditaram,
mas tinha tudo por região - e com destaque, eu acho
que mostrando bem a importância dessas duas regiões,
o Sudeste e o Nordeste, e também uma importância
relativa do Sul, do Centro-Oeste e do Norte, totalizando,
portanto, um volume muito significativo de 55,9 bilhões
de reais sendo destinados à população
de baixa renda.
No caso, finalizando essa parte - ainda
falta irrigação -, dos metrôs, é
concluir, basicamente, as obras que estão em andamento.
Na verdade, serão 3 bilhões e 127 milhões
de reais. Basicamente essas linhas: Fortaleza, Recife, Salvador
e Belo Horizonte, são várias linhas, e São
Paulo, que é o corredor expresso de transporte coletivo
urbano, que está também na prioridade.
Recursos hídricos, basicamente é:
a gente quer aumentar a oferta de água para consumo
humano, a distribuição equilibrada com priorização
das regiões mais críticas, notadamente o semi-árido,
e a implantação dos seguintes eixos: revitalização
e integração, produção e distribuição
de água bruta e projetos de irrigação.
Aí está a distribuição
por tipo de intervenção, totalizando 2,6 bilhões,
sendo que o financiamento público, neste caso, será
de 980 milhões. A distribuição também
está aí expressa, como não poderia
deixar de ser, com a maior concentração no
Nordeste, por conta do semi-árido, mas também
o Sudeste com uma proporção importante, e
o Centro-Oeste.
Na Região Norte serão 359
milhões, são três projetos de irrigação,
no Tocantins. No Nordeste, onde se encontram a maioria das
intervenções, o investimento total na revitalização
de bacias monta a 1,6 bilhão, é a Bacia do
São Francisco e a Bacia do Parnaíba.
Na Região Nordeste, especificamente,
a integração da Bacia do São Francisco,
além dos eixos leste e norte, serão sete grandes
obras complementares de adutoras e de canal, do sertão
alagoano, e de barragens, 6,6 bilhões de reais. Na
Região Nordeste, ainda, a oferta de água bruta,
sistema de abastecimento, vai montar 640 milhões.
São duas barragens, quatro adutoras e três
barragens adutoras.
Além disso, em água tratada, que é
o Proágua Nacional, serão investidos 269 milhões.
Vai ter um sistema de abastecimento integrado, sete sistemas
adutores e dois açudes. Pode passar. E projeto de
irrigação no Nordeste, totalizando 2,7 bilhões,
as azuis são Orçamento Geral da União,
11 intervenções, e três intervenções
através de PPP”s, que são essas em vermelho.
Pode passar.
Na Região Sudeste, o investimento
total é de 218 milhões, são duas barragens,
um sistema de abastecimento e dois projetos de uso múltiplo.
Há uma concentração em Minas Gerais,
pelas razões que todos conhecem, porque lá
também você tem uma zona de semi-árido.
Pode passar. A região Centro-Oeste, que são
189 milhões, com três barragens, aliás,
a Região Sul com três barragens e 189 milhões,
água tratada. Pode passar. A Centro-Oeste, finalizando,
o investimento é de 171 milhões, uma adutora
e dois projetos de irrigação. Pode passar.
Bom, com isso nós chegamos ao fim
da apresentação. Eu só queria destacar
que é um esforço para se definir um horizonte
de investimento com as principais obras que o governo considera
hoje que temos condições de fazer, considerando
os projetos existentes, a maturação dos projetos
contratados e, sobretudo, o fato de que nós iremos,
como eu disse, monitorar a cadeia. Que cadeia é essa?
A cadeia dos eventos. todas aquelas ações
que antecedem o investimento propriamente dito.
E, finalizando, eu queria dizer o seguinte:
é óbvio que um governo responde pelo presente,
pelos seus quatro anos, mas ele responde também pelo
futuro. E por isso eu destaco que, além desses projetos
realizados neste período, a preocupação
do governo de legar projetos para os próximos governos,
nesse sentido, tanto na área de logística
quanto na área de energia, até porque temos
a experiência do "apagão" e da não
legação de projetos. Nós iremos também
fazer um grande esforço no sentido de que em todas
essas áreas, saneamento, habitação,
sejam legados, uma prateleira, um portifório dos
projetos para os futuros governantes do País.
Muito obrigada pela atenção."
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