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Publicação de O Estado de
São Paulo de 21 de janeiro de 2007
PAC: impacto orçamentário
será de R$ 65 bilhões em quatro anos
Direto da fonte
SONIA
RACY
A ministra Dilma Rousseff fecha, neste
fim de semana, os últimos detalhes da seleção
definitiva dos investimentos prioritários do Programa
de Aceleração do Crescimento, a ser anunciado
segunda-feira pelo presidente Lula. No entanto, o impacto
no Orçamento brasileiro já está quantificado:
serão disponibilizados para estes projetos específicos
R$ 65 bilhões, até 2010, número já
devidamente “inflacionado” pelo Ministério
da Fazenda, imaginando-se uma inflação média
de 4% em quatro anos. Estes projetos prioritários,
apelidados de “intocáveis”, terão
um acompanhamento vip bastante vigoroso. “Não
que os outros investimentos não terão, mas
estes serão blindados”, contou alta fonte do
governo, ontem. Nesta contabilidade não estão
as PPPs. O PAC priorizará o crescimento, com investimentos
principalmente em infra-estrutura. O PAC será agressivo?
“O governo está preparado para as críticas
que virão, de que o corte de despesas correntes é
pequeno, de que o total separado para investimentos é
pouco. No entanto, ele é realista e será implementado.”
Também estarão dentro do
PAC projetos de desoneração de
R$ 6 bilhões ainda em 2007. “As medidas serão
imediatas, essa coisa de ficar para o segundo semestre não
existe. E a principal delas é a redução
de alíquota de Imposto de Renda”, aponta a
mesma fonte. No que tange os investimentos, haverá
redução do aproveitamento do pagamento do
PIS/Cofins para 24 meses. Hoje o prazo de depreciação
de imóvel vai até 25 anos. E os projetos de
investimento, que não têm retorno rápido,
terão maior benefício neste quesito: não
pagarão PIS/Cofins.
Haverá também desoneração
na compra de equipamentos relativos à depreciação.
E desoneração das empresas de construção,
a medida esta já anunciada. O prazo para pagamento
de INSS, PIS/Cofins terá prazo maior, de 30 dias,
aliviando a necessidade de capital de giro. “Não
é ainda o ideal, de 45 dias. Mas é um avanço.”
Sai também a famigerada lei de incentivos
para que fábricas de semicondutores se instalem no
Brasil. Só que, neste quesito, a desoneração
será pequena. Também nesta lei, vêm
incentivos fiscais para a TV Digital.
Também no pacote, a decisão
de desonerar quem aplicar em fundos de investimento destinados
a infra-estrutura.
Corte de despesas correntes? Nada em 2007.
A partir de 2008, o governo projeta redução
média de 0,3% do PIB até 2010. E de 0,5% do
PIB depois desse ano. Vão indexar os salários
do funcionalismo público? “Não. O que
decidimos é que estes salários poderão
aumentar até um limite de 1,5% acima da inflação.
Isto não é indexação, é
teto.” O salário mínimo, sim, será
indexado, admite a mesma fonte, mas ao crescimento do PIB
de dois anos antes.
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