Página Inicial  
Home Cadastre-se Contato mapa do site
ConLicitação Serviços O que é licitação Administração Pública Parceiros Convênios Eventos Na mídia
  Busca no Portal

Publicação de O Estado de São Paulo de 20 de dezembro 2004

Já há projetos à espera das PPPs

Renée Pereira

A lentidão no processo de regulamentação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) - há mais de um ano no Congresso - não desanimou os investidores. Além de dar andamento a outros projetos de infra-estrutura, boa parte deles já começou a preparar os estudos de viabilidade dos empreendimentos incluídos no programa de PPPs. A idéia é estar com tudo pronto quando a regulamentação for concluída para iniciar as obras.
No governo, a expectativa era começar 2005 já com a lei aprovada. Mas, depois de tantas discussões, não haverá tempo para concluir o processo de votação. O Senado terá de votar o projeto até quinta-feira e depois retornar o documento à Câmara dos Deputados. Mas o processo não pára por aí. Depois que a lei for sancionada pelo presidente da República, será necessário regulamentar o projeto, criar o fundo garantidor dos investimentos e os modelos de licitações.

Por isso, os empresários não se iludem com a perspectiva de iniciarem obras no primeiro semestre de 2005. O mais provável é que os primeiros projetos somente comecem a sair do papel em 2006, afirma o diretor de Desenvolvimento da Construtora Andrade Gutierrez, Ricardo Castanheira. "Mas a demora não causa nenhuma surpresa ou decepção. Já sabíamos que o processo de regulamentação não seria fácil, especialmente porque havia uma eleição no meio do caminho."

Segundo Castanheira, se as empresas forem esperar todo o processo de regulamentação terminar para elaborar os estudos, o início das parcerias demorariam muito. "Quanto mais cedo terminar a obra, mais rápido começamos a faturar e mais rentável será nosso projeto", argumenta o diretor.

Acionista da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), a Andrade Gutierrez pretende disputar os projetos de transporte e saneamento. "As empresas estão se preparando e levantando as obras que mais lhe interessam."

FUNDOS

Entre os fundos de pensão, os estudos também estão a pleno vapor. O presidente da Petros (fundos de pensão dos funcionários da Petrobrás), Wagner Pinheiro de Oliveira, afirmou que o setor optou pela contratação de uma consultoria (a Trevisan) para avaliar os projetos do governo que podem fazer parte das PPPs. A apresentação do trabalho será feito esta semana à Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). "Com isso, teremos uma visão clara dos empreendimentos que têm risco e rentabilidade moderada", afirma Oliveira.

Segundo ele, a Petros olha com atenção a área de transportes rodoviário e ferroviário para firmar parcerias com as concessionárias e outros fundos de pensão. Entre os projetos mais atraentes para a empresa está o arco rodoviário do Rio de Janeiro, que deverá ser feito em parceria com o governo federal. Oliveira ressalta, porém, que a Petros vai procurar entrar em empreendimentos cuja volatilidade seja baixa.

Outra empresa que tem se movimentado enquanto as parcerias não saem é a Companhia Vale do Rio Doce. "Temos alguns estudos e estamos conversando com o governo federal para poder tocar em frente e viabilizar os investimentos", afirmou o presidente da Vale, Roger Agnelli.

FERROVIAS

Recentemente, a companhia apresentou ao governo federal o projeto Serra do Tigre, para melhorar o traçado da ferrovia em Minas Gerais. Segundo Agnelli, o investimento, de US$ 330 milhões, dobraria a capacidade de transporte da FCA (ferrovia da Vale). Isso porque a obra elevaria a velocidade máxima dos trens de 20 quilômetros por hora (km/h) para 65 km/h. O trecho faz parte do corredor de exportação que passa por Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo.

Outros projetos que interessam à Vale é a continuidade da ferrovia Norte-Sul, melhorias no Porto de Itaqui e Ponta da Madeira, em São Luís, e o investimento no contorno ferroviário de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O diretor da América Latina Logística (ALL), Pedro Almeida, afirma que a empresa está ansiosa com a regulamentação das parcerias público-privadas. Segundo ele, há pelo menos quatro projetos na área de ferrovia que interessam à companhia. Entre elas, o desvio Rio Guarapuava, a duplicação da Serra de Paranaguá, o contorno de Curitiba e o contorno de Joinville.

Na Odebrecht, empresa que já experimenta a PPP em Portugal em sete concessões rodoviárias -, as atenções também estão no setor de transportes, afirma o diretor Romildo José dos Santos Filho. Segundo ele, a construtora avalia os projetos do Rodoanel de São Paulo e os corredores para acesso ao Porto de Santos e São Sebastião. "O setor de transportes está mais estruturado para PPP."

Termos de uso | Política de Privacidade  

Todos os direitos reservados