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Publicação do Valor Econômico de 19 de maio 2005

Bahia lança programa para investimento em transportes

Patrick Cruz - O governo baiano quer atrair investidores privados para o seu Programa Estadual de Logística de Transportes da Bahia (Peltbahia), conjunto de 208 projetos da área de infra-estrutura previstos para serem implantados até 2020 no Estado. O programa foi concluído no fim do ano passado e agora está em fase de apresentação a potenciais investidores. O governador da Bahia, Paulo Souto (PFL), vai se reunir hoje em São Paulo com cerca de 80 representantes de empresas.

Os projetos são principalmente os de rodovias e ferrovias utilizadas no escoamento da produção da indústria e do agronegócio do Estado, segundo o governador. Uma das prioridades, diz Souto, é a ligação entre o pólo agrícola da região oeste e o litoral. Segundo fontes no governo, já há um plano de construção de uma ferrovia para escoar a produção de grãos da região, mas o governador afirma que essa ainda não é uma idéia fechada. "Essa ligação pode ser tanto ferroviária quanto por rodovia, o que depende de dinheiro do governo federal", disse.

Os 208 projetos considerados prioritários pelo Peltbahia foram divididos em duas fases de execução. A primeira, com 71 projetos, deverá se estender até 2007 e consumir US$ 650 milhões. Os 137 projetos restantes, com execução prevista para os 12 anos seguintes, estão orçados em US$ 3,31 bilhões. Estão incluídos no plano a reforma e ampliação dos portos do Estado e uma hidrovia no Rio São Francisco, inicialmente ligando o trecho entre Ibotirama, a 667 quilômetros de Salvador, e Juazeiro, distante 494 quilômetros da capital.

O Estado da Bahia deverá investir R$ 250 milhões este ano na recuperação de rodovias estaduais, utilizando dinheiro próprio, financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). "Mas esse valor está muito aquém do que é preciso investir", afirmou o governador. A carência, segundo ele, alcança um montante adicional de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões. Os aportes privados poderão ser feitos por meio de concessão ou das parcerias público-privadas (PPP).

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