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Publicação de O Estado de
São Paulo de 18 de dezembro de 2006
Uma montanha de dinheiro aguarda projetos
Só a carteira de investimentos
dos fundos de pensão deve somar R$ 564 bilhões
até 2010
Apesar das dificuldades de financiamentos
no Brasil, especialistas garantem que não faltarão
recursos para “levantar” as Parcerias Público-Privadas
(PPPs) em qualquer que seja o setor. Só os fundos
de pensão têm uma capacidade enorme de investimentos
em infra-estrutura. Isso sem contar os fundos de investimentos,
que também têm elevada capacidade de impulsionar
as obras no setor.
O presidente da Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar,
Fernando Pimentel, afirma que a carteira de investimentos
dos fundos de pensão deve subir de R$ 343 bilhões,
neste ano, para R$ 564 bilhões, em 2010, equivalentes
a 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, 62% do montante
está aplicado em renda fixa (a maioria em títulos
públicos) e 29,5%, em renda variável.
Ele explica que, com a tendência
de queda contínua da taxa básica de juros,
os fundos terão de procurar alternativas com rentabilidades
mais atraentes. Nesse cenário, as PPPs se encaixam
perfeitamente, diz Pimentel. “O fluxo de recursos
das parceria não exige o aporte de dinheiro de uma
vez só. Isso é um grande benefício.”
Segundo ele, o mais importante é
que o projeto seja bom,que haja segurança jurídica
e que a rentabilidade seja suficiente para o investidor.
O Superintendente de Project Finance do ABN Amro, Rodolfo
Valente, afirma que não faltarão recursos
para as PPPs. “Há vários pretendentes
e muita aceitação. Quando saírem os
primeiros projetos, não vão faltar interessados.”
Diferentemente de outros especialistas,
ele não entende que as parcerias do governo federal
estão demorando. “A percepção
de atraso está exacerbada porque o País está
carente de infra-estrutura. Mas o processo normal leva uns
três anos para sair do papel.”
PPP ESTADUAL
Mas a grande pergunta é porque as
PPPs estaduais estão em andamento enquanto as do
governo federal estão emperradas. A parceria da Linha
4 do Metrô de São Paulo, por exemplo, foi assinada
no fim do mês passado, liderada pela Companhia de
Concessões Rodoviárias (CCR). O processo poderia
ter sido mais rápido se o Sindicato dos Metroviários
não tivesse entrado na Justiça para contestar
o processo.
Outra parceria é a MG-050, do governo
de Minas Gerais. A licitação ocorreu quinta-feira
e a melhor proposta foi apresentada pela empresa Equipav.
O projeto prevê investimento de R$ 320 milhões
nos primeiros cinco anos e um investimento total de R$ 645
milhões ao longo de 25 anos.
Outro projeto que já teve o edital
lançado foi o emissário submarino da Bahia.
Além disso, outros estudos estão em andamento
e, em breve, podem ser lançados no mercado.
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