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Publicação da Folha de São
Paulo de 18 de janeiro de 2006
Governo pára de pagar a obra do
metrô na área do acidente
O governador de São Paulo, José
Serra (PSDB), confirmou ontem que o Metrô suspendeu
os pagamentos ao Consórcio Via Amarela pelas obras
da linha 4-amarela.
Serra atribuiu a medida a uma inviabilidade
técnica para medir o trecho que desabou na sexta-feira.
"À medida que essa obra já não
existe, não se poderia pagar a medição
dela. E as faturas chegam misturadas. Houve a suspensão
para fazer essa separação."
Ele disse que as obras continuarão
em outros trechos e que os pagamentos serão feitos
sempre que forem apresentadas as faturas com as medições.
Serra negou que o governo suspeite de negligência.
"Não, absolutamente nada. Essa suspensão
em si tem esse significado: não se poderia pagar
medição de obra que foi destruída pelo
acidente."
O governador disse que a Defensoria Pública
vai colocar advogados à disposição
das famílias das vítimas, "seja daqueles
que foram deslocados de suas casas, seja daqueles que perderam
seus parentes".
Serra afirmou que tem levado aos parentes
a "solidariedade do povo de São Paulo",
mas que essas famílias "evidentemente não
estão nada satisfeitas com o que aconteceu".
O governador negou haver relação
entre o acidente e o contrato do Estado com o consórcio.
"A PPP [parceria público-privada] refere-se
à compra de trens e à operação,
não tem nada a ver com essa construção
do Metrô."
O tucano disse também que o Estado
prestará todas as informações ao Ministério
Público e ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)
e que só depois disso se pronunciará sobre
as investigações.
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