Fiesp: Energia e PPP preocupam novo Coinfra
O
novo Conselho Superior de Infra-estrutura (Coinfra) do Instituto
Roberto Simonsen, da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp), identificou hoje, em
sua primeira reunião, quatro principais temores do
empresariado paulista nessa área. Segundo o presidente
do Coinfra,
Fernando Xavier - também da Telefônica -, o grupo
manifestou preocupação com o resultado do primeiro
leilão de energia existente, na semana passada. A arrecadação
ficou na casa de R$ 74 bilhões, inferior às
estimativas
do mercado (R$ 100 bilhões).
Outro ponto que preocupa, segundo Xavier, é a conformação
do Fundo Garantidor das PPPs (Parcerias Público-Privadas),
projeto ainda a ser votado. Os gargalos logísticos
continuam na pauta de preocupações da indústria
paulista, encarecendo os custos do transporte de cargas. Até
a legislação da Ancinav (Agência Nacional
do Cinema e do Audiovisual), em discussão pelo governo,
entrou na discussão, já que pode vir a envolver
as operadoras de telecomunicações.
O Coinfra decidiu conduzir uma análise do resultado
do leilão realizado na semana passada com o intuito
de identificar as falhas que levaram ao resultado aquém
do esperado e apresentar propostas ao governo
para
a organização dos leilões futuros.
Já em relação ao projeto das PPPs, Xavier
informou que o temor do setor privado é que, com está
previsto, o projeto poderia resultar em uso dos recursos do
Fundo Garantidor para outras obrigações do estado
que não as parcerias Público-Privadas.
"O fundo tem de ser aprimorado para eliminar brechas
que permitam o uso de seus recursos para outros fins",
afirmou o presidente do Coinfra. O Conselho se reúne
novamente em janeiro, quando deverá discutir propostas
concretas a serem encaminhadas para Brasília.