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Publicação de O Estado de
São Paulo de 16 de janeiro de 2007
Sindicato dos Metroviários quer
suspensão das obras da Linha 4
Diretor da entidade sugere auditoria
independente para avaliar segurança na construção
que, segundo ele, deveria voltar para o Estado
Humberto Maia Jr.
O Sindicato dos Metroviários de
São Paulo quer a suspensão das obras da Linha
4 do metrô (amarela) e a realização
de uma auditoria independente para avaliar a segurança
da obra. A auditoria seria feita por um conjunto de entidades
e institutos da sociedade civil, com acompanhamento do Ministério
Público. “Queremos ter certeza de que o cidadão
não corra o risco de, de uma hora para outra, ser
encontrado em um buraco causado por um desmoronamento ou
ter de sair correndo de sua residência”, disse
o diretor do sindicato Manoel Xavier Lemos Filho. Ele ressaltou
não ser objetivo do sindicato a paralisação
permanente das obras.
Terminada a auditoria, o sindicato quer
que as obras sejam assumidas pelos técnicos e engenheiros
do Metrô. Sem culpar os engenheiros das empreiteiras
responsáveis pela obra, Xavier disse que os profissionais
do Metrô têm longa experiência e são
“reconhecidos internacionalmente pela capacidade técnica”.
“Eles não trabalham com a
lógica da economia e da rapidez”, afirmou o
sindicalista. “Os técnicos atuam com a lógica
de buscar a melhor solução para o problema,
que nem sempre é a mais barata. O foco deles é
a segurança e a durabilidade.” Com a criação
do Consórcio Via Amarela, o Metrô não
tem nenhuma participação na fiscalização
e gerenciamento da obra.
O sindicato também vai apresentar
denúncia formal à Delegacia Regional do Trabalho
sobre as condições de trabalho nas obras.
Segundo Xavier, desde 2005 o sindicato denuncia problemas
de segurança nos canteiros. As provas disso seriam
os acidentes ocorridos desde o início dos trabalhos.
“Queremos garantir aos trabalhadores o mínimo
de segurança e integridade.”
Por fim, Xavier quer marcar uma reunião
com o governador de São Paulo, José Serra
(PSDB), para pedir o fim do consórcio e a entrega
da responsabilidade pelas obras e pela operação
da Linha 4 para a companhia estadual. “Queremos cobrar
o fim das PPPs (Parcerias Público-Privadas), porque
ela nem começou em São Paulo e já traz
prejuízos para a população.”
Apesar de saber que as PPPs são uma das bandeiras
do PSDB, o diretor do sindicato disse acreditar que o governador
tem todas as “condições de reverter
o processo”.
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