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Publicação do Valor Econômico de 15 de janeiro de 2007

 

Revitalização do aeroporto de Confins atrai a Seculus

Ivana Moreira

Os investimentos na revitalização do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, estão conseguindo mudar a rota dos lançamentos de condomínios de luxo na região metropolitana de Belo Horizonte. O grupo Seculus será o primeiro a lançar um condomínio de alto padrão no município, ao norte da capital. Até agora, todos os empreendimentos para este tipo de cliente - como o Alphaville - estavam nas imediações da zona sul da cidade, principalmente no município vizinho Nova Lima.


Com uma área total de 571 mil metros quadrados, o residencial Gran Royalle terá 317 lotes com área mínima de 1.000 metros quadrados. O complexo de lazer terá espaço gourmet, piscinas, espaço fitness, quadras poliesportivas e trilhas para caminhadas ecológicas. A previsão é que as vendas comecem no início do mês de abril.


"Quando tivemos informações dos projetos do governo mineiro na região de influência do Aeroporto de Confins, não tivemos dúvidas de que a região seria o novo marco para o desenvolvimento da Grande BH", conta Fernando Drumond, presidente da Sorte Construções, braço imobiliário do grupo Seculus que é dono da indústria de relógios de mesmo nome e do banco Semear. Segundo Drumond, o residencial em Confins representará um faturamento de R$ 45 milhões para a empresa.


Distante do centro de Belo Horizonte, o Aeroporto de Confins já foi considerado um verdadeiro elefante branco, com baixíssimo tráfego de passageiros. No último ano, porém, ganhou novo ritmo com a transferência dos vôos nacionais do Aeroporto da Pampulha para lá e com o início das operações como aeroporto industrial, uma legislação federal de 2001 que ainda não havia saído do papel.


Para facilitar o acesso ao aeroporto, o governo do Estado está investindo, com recursos próprios, aproximadamente R$ 270 milhões na construção da Linha Verde, um corredor de tráfego rápido com 35 quilômetros de extensão que vai ligar o aeroporto internacional à Praça da Estação, no centro da capital.


O governo ainda tem planos para transferir toda a estrutura da administração direta para um centro que será construído na região norte, às margens da Linha Verde, uma obra estimada em R$ 600 milhões e que deverá ser feita no modelo de Parceria Público Privada (PPP). "Será uma demanda crescente por moradia", aposta Drumond.


Com a atração de indústrias para o entorno do Aeroporto de Confins, o grupo Seculus está de olho nos executivos que passarão a trabalhar na zona norte da região metropolitana. Se tiverem opção de um condomínio de luxo na região - com as mordomias e os sistemas de segurança esperados -, não vão querer atravessar toda a capital para morar num dos condomínios de luxo da zona sul.


A Sorte Construções, que já tem 35 anos de mercado, estava focada em loteamentos para classes mais baixas. O Gran Royalle marcará o início dos negócios focados na classe média alta. Além do residencial em Confins, a empresa lançará neste ano empreendimentos em Betim, também na região metropolitana, e em Pouso Alegre, no sul do Estado.

 

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