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Publicação do Valor Online de 13 de dezembro de 2006

 

Dilma revela disposição do governo em criar orçamento plurianual para infra-estrutura

BRASÍLIA - O governo estuda a possibilidade de adotar um orçamento plurianual para investimentos em infra-estrutura, afirmou hoje a a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. " Pensar o país em quatro anos fica mais fácil para se ter regras definidas e um horizonte para decisões dos investidores, principalmente dos parceiros privados " , afirmou a ministra.

Segundo ela, o plano seria enviar ao Congresso, além da peça orçamentária para gastos com o custeio da máquina pública no ano seguinte, uma proposta de Orçamento para investimentos em quatro anos. A idéia surgiu na reunião de hoje sobre infra-estrutura, comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início da manhã, da qual participam 11 ministros. O encontro ainda não terminou.

" Vários países, a maioria os europeus, por exemplo, já adotam " essa medida, disse a ministra, "porque os investimentos extrapolam o ano orçamentário".

Ela contou que houve avanços na " exaustiva " reunião de hoje, porque foi feita a avaliação " projeto a projeto " das várias áreas de infra-estrutura, " as formas de solucionar os problemas " e, sobretudo, a escolha das prioridades pelo presidente Lula. Mas não disse quantos projetos são, nem quando serão anunciados.

A ministra comentou que as medidas discutidas hoje fazem parte do pacote de iniciativas para que o a economia brasileira apresente índices mais elevados de crescimento. A idéia do governo é divulgar tais medidas semana que vem.

A ministra disse ainda que serão usadas três formas para execução dos projetos: concessão, parcerias público-privadas (PPPs) e obras só com recursos públicos. " Nós não vamos só usar recursos orçamentários " , explicou a ministra, ao enfatizar que o governo pretende ampliar sua parcela de investimentos, mas vai precisar contar com a participação da iniciativa privada, em casos de retorno efetivo.

Rousseff disse ainda que foram discutidas novas formas de financiamento de projetos de infra-estrutura, como, por exemplo, o uso de instrumentos de renda variável, como recebíveis e fundos de investimentos em participações. " Serão os mais contemplados " , afirmou ela.

A ministra fez ainda questão de esclarecer que o governo vai tomar cuidado para fazer os investimentos, sem elevar o nível de gasto público.

" Não somos a favor de gastança " , disse ela. " Estamos falando de investimentos que resultarão no crescimento da economia. "

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

 

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