PPP para BR 116 precisará de pouco dinheiro do governo
O
trecho da rodovia BR 116 na Bahia que é um dos dois
focos prioritários de parceria público-privada
(PPP) do governo federal, precisará de poucos recursos
dos cofres públicos, devendo ser viabilizado basicamente
com dinheiro dos pedágios. "A rodovia está
no limiar da auto-sustentação", de acordo
com o chefe da Assessoria Econômica do Ministério
do Planejamento, Antonio José Alves Júnior.
Segundo o economista, se fosse cobrado pedágio aos
preços existentes hoje em outras rodovias, a contrapartida
do governo estaria entre 10% e 20% do investimento.
Alves
Júnior informou que já está pronta a
modelagem econômica desta PPP e da Ferrovia Norte-Sul,
os dois casos em que, acredita, os contratos serão
assinados no próximo ano.
A
idéia do governo é colocar no contrato que o
pagamento da parte pública só começará
a ocorrer quando o volume de carga alcançar determinado
patamar e tiver sido concluída a duplicação
da BR-116. Esse aumento do volume de carga deve ocorrer em
cerca de oito anos. O trecho da BR-116 em questão vai
da fronteira com Minas Gerais até Feira de Santana
e está incluída no projeto também parte
de outra rodovia que vai daí até Salvador e
o Porto de Aratu.
Também
será prevista a construção da terceira
faixa da outra rodovia, até o porto. O governo está
trabalhando para incluir no próximo plano plurianual
(PPA) o trecho mineiro da BR-116. A rodovia que liga Fortaleza
(CE) ao sul do País e já tem certas partes em
concessão como o entre Rio e São Paulo.
Adriana
Chiarini