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Publicação de O Estado de São Paulo de 13 de junho 2005

Ferrovia Norte-Sul terá PPP apenas para infra-estrutura

As parcerias público-privadas (PPP) para a Ferrovia Norte-Sul devem ser feitas só para a parte de construção da infra-estrutura e não para a operação dos trens sobre ela, informou o chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Antonio José Alves Júnior. De acordo com ele, o governo poderá fazer licitação para ter vários operadores na Ferrovia ou fazer licitação para ter um grande operador e estimular os usuários independentes, mas não como PPP. As PPPs serão feitas só para trechos da construção da ferrovia.

O economista explicou que o investimento na construção é de longo prazo e irreversível, porque caso não haja demanda suficiente, não é possível vender aquela infra-estrutura para outro sem grande perda de valor. Por isso, o governo participará dando sua contrapartida.

Já no caso da operação logística, o investimento não é irreversível porque, se a demanda for menor que a esperada, pode-se remanejar vagões para outra ferrovia ou até vendê-los. Sendo assim, o governo não participará do investimento. Alves Júnior contou que a modelagem econômica e o projeto básico da Ferrovia Norte-Sul já estão prontos e alguns estudos estão em fase final.

De acordo com ele, "certamente" será possível assinar o contrato de PPP até abril do ano que vem tanto no caso da Ferrovia norte-sul quanto no da rodovia BR-116 na Bahia. "Será uma surpresa agradável", porém, se nesse prazo forem assinados também os contratos dos outros três projetos de PPP na ordem decrescente de importância dada pelo governo: o ferroanel de São Paulo, a ferrovia entre Guarapuava e Ipiranga e o arco rodoviário do Rio de Janeiro.

Adriana Chiarini

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