Nove Parcerias Público-Privadas podem revitalizar ferrovias brasileiras
Alana Gandra - Nove projetos
já analisados pelo governo federal poderão representar
investimentos adicionais para o setor ferroviário brasileiro.
As chamadas Parcerias Público-Privadas (PPPs) somariam
R$ 11,3 bilhões de investimentos para os próximos
quatro anos.
Entre esses projetos, destacam-se
a linha Guarapuava-Ipiranga, no Paraná, com recursos
de R$ 450 milhões. Também o Ferroanel de São
Paulo, estimado em R$ 850 milhões e a Ferrovia Norte/Sul,
cujo projeto prevê a expansão de mais de 635
quilômetros. "São esses os 3 principais
projetos desses 9 enumerados que podem ser de uso de uma PPP",
afirmou à Agência Brasil o diretor-executivo
da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários
(ANTF), Rodrigo Vilaça.
Outros dois projetos de expansão
incluem a reestruturação da Brasil Ferrovias,
realizada pelo governo federal há menos de um mês,
com participação dos fundos de pensão
e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES). E também do projeto esperado com muita expectativa
pelo setor ferroviário que é o projeto da Nova
Transnordestina, com aporte do BNDES e do governo federal.
Com esses projetos de expansão,
o diretor-executivo da ANTF argumentou que o Brasil poderá
crescer sua malha ferroviária e "voltar a ter
um número mais compatível com a geografia brasileira".
O país já deveria estar hoje com mais de 54
mil quilômetros de ferrovias, contra os 29 mil quilômetros
atuais. Rodrigo Vilaça acredita que os projetos de
expansão poderão levar o Brasil a chegar até
2010 próximo de 34,5 mil quilômetros, "o
que já significaria uma grande evolução,
em virtude de estarmos estagnados há mais de 40 ou
50 anos, sem construção de boas ferrovias".
Vilaça lembrou que em 1958, o Brasil chegou a ter 38
mil quilômetros de ferrovias, dos quais somente 28,5
mil quilômetros foram concedidos à iniciativa
privada. "Os outros 10 mil não existem mais",
constatou.